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Conselho Municipal de Saúde pede que Itajaí suspenda distribuição de ivermectina e homeopatia

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Por Dagmara Spautz
11/08/2020 - 17h48 - Atualizada em: 11/08/2020 - 20h22
Distribuição de ivermectina em Itajaí
Distribuição de ivermectina em Itajaí (Foto: Marcos Porto, Divulgação)

Uma resolução do Conselho Municipal de Saúde de Itajaí (Comusa) determina que a prefeitura suspenda imediatamente a distribuição de cânfora e ivermectina como ação preventiva contra a Covid-19. O documento é embasado na falta de comprovação científica de eficácia.

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Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde diz que o Conselho não poderia impor decisões à prefeitura, e que a determinação depende de homologação do prefeito Volnei Morastoni.

O texto do Comusa, que foi protocolado na prefeitura nesta terça-feira (11) e também enviado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ressalta que os recursos para gestão de saúde são “reconhecidamente limitados” e “devem ser reservados para ações cuja efetivamente sejam amplamente reconhecidas”.

A resolução fala em desperdício de dinheiro público. A compra de ivermectina, por exemplo, consumiu R$ 4,4 milhões em recursos da prefeitura de Itajaí – é o maior investimento feito pelo município na gestão da pandemia.

O texto afirma, ainda, que a falta de efetividade é comprovada pela “crescente e sustentada” lista de casos e óbitos causados por Covid-19 em Itajaí.

Edimar Garcia, presidente do Comusa, diz que o Conselho não é contrário à prescrição dos medicamentos por médicos, quando avaliarem necessário. Mas critica o que chama de “propaganda” do tratamento.

- A partir do momento em que o prefeito, que também é médico, fala para a população que o medicamento vai fortalecer a imunidade, e transforma isso num grande momento, com central de distribuição, faz com que muitas pessoas saiam de casa por acreditarem numa cura milagrosa. É uma agitação desnecessária, uma aglomeração, colocando em risco as pessoas que estão indo atrás desse medicamento na esperança de criar imunidade – avalia.

Garcia diz que a opção pela determinação ocorre porque o conselho é deliberativo e por isso poderia impor decisões ao município. A prefeitura, no entanto, discorda. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que “as resoluções deliberadas pelo Conselho Municipal de Saúde só passam a ter validade após homologação do prefeito de Itajaí, que pode solicitar análise jurídica da Procuradoria Geral”.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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