Alvo de polêmica por ter destinado uma emenda de R$ 250 mil à Federação Catarinense de Hipismo, que é presidida por seu advogado, Gastão da Rosa Junior, a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL) admitiu em uma entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan, que usa critérios pessoais para distribuir os recursos aos quais os parlamentares tem direito, como amizade.

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– Eu não entrego emenda na mão de inimigo. Só pago emenda para amigo, apoiador, pessoa que compartilha dos mesmos ideais que os meus. Isso é praxe, todos os deputados fazem isso – afirmou.

A deputada se recusa a falar com jornalistas, e a entrevista ao programa humorístico foi sua primeira manifestação sobre o fato. Questionada, Campagnolo não soube dizer quantas pessoas foram beneficiadas pela emenda paga à Federação Catarinense de Hipismo, que foi destinada a uma premiação.

Deputada de SC, Ana Campagnolo destina R$ 250 mil a entidade do próprio advogado

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– Tenho R$ 20 milhões em emendas. Quer que eu saiba para onde foi? Centenas de pessoas foram beneficiadas – disse acreditar a deputada. Segundo o site da Federação, o evento reuniu cerca de 90 atletas.

Sobre a abrangência do recurso empregado, Campagnolo afirmou que qualquer um pode ser beneficiado com emendas.

– Não posso usar em coisa erudita, de elite?

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R$ 3 milhões em fuzis

Além do “sincericídio” a respeito da distribuição das emendas, a deputada fez referência, durante a entrevista, a R$ 3 milhões em recursos que ela disse ter destinado à compra de fuzis. O valor está superestimado e a destinação não está correta.

De acordo com as emendas de Campagnolo que aparecem nas Leis o Orçamento Anual (LOA) de 2020, 2021 e 2022, a deputada destinou verbas para reaparelhamento dos Pelotões de Patrulhamento Tático (PPT) e para potencialização da Polícia Militar, que somam cerca de R$ 1,5 milhão. Com o dinheiro são compradas armas e munição, mas também coletes e uniformes. A parlamentar também destinou outras verbas para segurana pública, mas que não foram direcionadas à aquisição de armamento.

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A controvérsia das emendas

As emendas são fatias do orçamento a que os deputados têm direito, definidas na Lei Orçamentária Anual. Na Alesc, cada parlamentar pode distribuir até R$ 20 milhões, que são pagos pelo governo.

A política de emendas é controversa. Em tese, elas são um instrumento para garantir melhor distribuição das verbas disponíveis no orçamento, seguindo princípios como impessoalidade e eficácia, que são fundamentos da administração pública. Mas, na prática, acabam sendo usadas para alimentar as bases eleitorais dos parlamentares.

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