nsc
nsc

Pandemia

Estado e Itajaí terão que explicar ao TCE distribuição de remédios para covid sem comprovação

Compartilhe

Dagmara
Por Dagmara Spautz
09/07/2020 - 12h08 - Atualizada em: 09/07/2020 - 16h09
(Foto: Código19/Folhapress)
(Foto: Código19/Folhapress) (Foto: (Foto: Código19/Folhapress))

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC) concluiu na manhã desta quinta-feira (9) um pedido de informações ao Governo de Santa Catarina e à prefeitura de Itajaí, sobre a distribuição de medicamentos que não têm eficácia comprovada pela ciência para tratamento ou prevenção da Covid-19. O TCE apura se há desperdício de dinheiro público.

> Manifesto de médicos de SC defende ciência e alerta para risco dos coquetéis anti-Covid

> Carta de médicos ao governador defende cloroquina e ivermectina para casos iniciais de Covid-19 em SC

Em Itajaí o foco é o vermífugo ivermectina, que já teve quase 10 mil doses entregues à população em uma ação de prevenção. Já o Governo do Estado terá que responder sobre a oferta de cloroquina aos municípios catarinenses.

> Natalia Pasternak: coquetel de medicamentos com ivermectina é baseado em medicina fantasiosa

As doses de cloroquina vieram do Ministério da Saúde. Esta semana, a Secretaria de Estado da Saúde informou que as prefeituras e as regionais podem requisitar a medicação para uso em tratamentos iniciais de Covid-19 – o que não tem respaldo científico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os testes com o medicamento, e o FDA, agência norte-americana que regula remédios nos EUA, proibiu recentemente que médicos receitem a cloroquina para tratar pacientes com o novo coronavírus.

> Tratamento com ivermectina e cloroquina é criticado por pesquisadors da UFSC

Apesar disso, o remédio está sendo usado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo governador Carlos Moisés, que foram contaminados. 

Dispensa de licitação

Os questionamentos do TCE ao Estado e à prefeitura de Itajaí serão diferentes. Do Governo de Santa Catarina, o Tribunal quer saber quais protocolos embasaram a decisão de distribuir o remédio – e a instituição de uma política pública sem amparo da ciência.

Já a prefeitura de Itajaí terá que explicar, além do protocolo, como embasou a dispensa de licitação para comprar cerca de 3 milhões de doses, que foram encomendadas a um laboratório por R$ 4,4 milhões. O documento será entregue esta tarde, e o prazo de resposta é de cinco dias.

Em nota, a prefeitura de Itajaí confirmou ter recebido o questionamento. "O Município de Itajaí informa que recebeu hoje o pedido de informações do Tribunal de Contas do Estado e tem o prazo de cinco dias para se manifestar ao órgão, quando prestará todos os esclarecimentos solicitados. O Município ainda reforça que está à completa disposição das autoridades para elucidar quaisquer questionamentos, bem como garantir a total transparência de suas ações".

O Governo do Estado ainda não se manifestou.

Participe do meu canal do Telegram e receba tudo o que sai aqui no blog. É só procurar por Dagmara Spautz - NSC Total ou acessar o link: https://t.me/dagmaraspautz​

Dagmara Spautz

Colunista

Dagmara Spautz

O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

siga Dagmara Spautz

Dagmara Spautz

Colunista

Dagmara Spautz

O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

siga Dagmara Spautz

Mais colunistas

    Mais colunistas