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Laboratório da UFSC aponta transmissão local de nova variante da Covid-19 em Santa Catarina

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Por Dagmara Spautz
04/03/2021 - 11h34 - Atualizada em: 04/03/2021 - 15h19
Novas variantes podem ter ajudado na explosão de internações em SC
Novas variantes podem ter ajudado na explosão de internações em SC (Foto: Ronaldo Schmidt, ATF)

O laboratório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) alertou a Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica (Dive) que identificou transmissão comunitária da variante P.1 do novo coronavírus, conhecida como variante brasileira. Isso significa que a mutação, apontada como mais transmissível, pode estar circulando localmente em SC.

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A identificação foi feita pela Força Tarefa Covid-19 da UFSC. De acordo com o comunicado enviado pelo professor Glauber Wagner, a variante foi encontrada em testes de três pessoas que fizeram exames no Hospital Universitário. O documento, a que o repórter Julio Ettore, da NSC TV, teve acesso, indica que esses pacientes não viajaram nas últimas semanas, de acordo com a Vigilância Estadual - o que aponta para casos autóctones.   

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"Estes pacientes não apresentam registros de viagem para outras regiões do país nas últimas semanas, em especial para a região Norte, nem tiveram contato com os pacientes recebidos de Manaus. Desta forma, tratar-se de casos de transmissão autóctones da variante P.1 aqui no Estado de Santa Catarina, e sendo os primeiros registos de transmissão autóctone de P.1 aqui no Estado com genoma sequenciado que temos conhecimento".

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Os testes foram enviados pelo Lacen para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, para sequenciamento de genoma. O superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, diz que o Estado vai aguardar a confirmação dos resultados.

Explosão de internações

Além dos casos autóctones de P.1, o Estado também aguarda a confirmação de 16 testes enviados à Fiocruz der suspeita da variante B.1.1.7 - a do Reino Unido. O laboratório Santa Luzia identificou a mutação em 16 testes na Grande Florianópolis. 

Se confirmada a circulação das duas variantes, o Estado pode estar sob pressão de mutações que potencializam as infecções. Isso ocorre porque ambas possuem alterações na proteína Spike, que conecta o coronavírus às células. Essa mudança aumentou a carga viral nas pessoas infectadas.

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As novas mutações têm sido apontadas pela Secretaria de Estado da Saúde como provável causa para a explosão de internações por Covid-19 em Santa Catarina. Em entrevista à coluna, o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, apontou que há uma "mudança no perfil epidemiológico".

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