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Variante do coronavírus pode estar atrás de explosão de internações em SC

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Por Dagmara Spautz
01/03/2021 - 12h01 - Atualizada em: 01/03/2021 - 12h10
Estado tem mais de 200 pessoas na fila à espera de vagas de UTI
Estado tem mais de 200 pessoas na fila à espera de vagas de UTI (Foto: Thomas Coex/AFP)

O superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário confirmou à coluna, nesta segunda-feira (1º), que a explosão de internações por Covid-19 pode ser resultado da circulação de novas variantes em Santa Catarina. Segundo ele, os números apontam para uma maior transmissibilidade da doença. O Estado tem mais de 200 pessoas na fila de espera por um leito de UTI. Os hospitais estão lotados em todas as regiões.

- Que tem mudança no perfil epidemiológico, tem. E as pessoas precisam ficar cientes disso – alertou.  

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Ele lembrou que, até agora, testes de sequenciamento genômico identificaram a variante P.1, conhecida como variante brasileira, em oito pacientes de Covid-19 que trouxeram a doença de outros estados. Mas o superintendente não descarta que haja transmissão comunitária – ou seja, local – do vírus sob mutação.

- Se isso ficar provado nos exames, só teremos a confirmação laboratorial de evidência epidemiológica que já estamos acompanhando – avalia.

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Das muitas mutações que o novo coronavírus já sofreu desde que começou a circular, três são consideradas mais preocupantes, por terem maior capacidade de transmissão. Além da brasileira P.1, variantes do Reino Unido e da África do Sul têm a mesma condição.

Essa nova ‘versão’ do vírus tem uma alteração na proteína Spike, que liga o coronavírus às células. A mudança faz com que as pessoas infectadas tenham mais carga viral e transmitam mais facilmente a Covid-19, para um maior número de pessoas.

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“Superespalhadores”

O superintendente Eduardo Macario defendeu, à coluna, as medidas adotadas pelo Governo do Estado para conter a propagação do coronavírus, com ‘restrição intermitente’. Segundo ele, a Secretaria de Estado da Saúde observa que as contaminações ocorrem mais em momentos de lazer – embora não haja números oficiais que indiquem essa prevalência.

Macario chama as aglomerações em happy hours e baladas de eventos “superespalhadores”, e defende que por isso a redução de circulação nos finais de semana e nas madrugadas pode ter efeito na redução de contaminações e, por consequência, de internações.

- Este fim de semana foi importante para passar às pessoas que existe risco quando se baixa a guarda – avaliou.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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