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Venda de imóveis de luxo dispara em SC durante a pandemia

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Por Dagmara Spautz
18/04/2021 - 10h35 - Atualizada em: 18/04/2021 - 10h41
Balneário Camboriú está entre as cidades com maior procura por imóveis de luxo por investidores
Balneário Camboriú está entre as cidades com maior procura por imóveis de luxo por investidores (Foto: Paulo Silvio Pereira, Arquivo Pessoal)

Enquanto a maioria dos setores sofre os efeitos da crise econômica que veio a reboque com a pandemia, o mercado imobiliário comemora alguns dos melhores resultados dos últimos anos – especialmente no mercado de luxo e alto padrão. Em Santa Catarina, construtoras registraram aumento expressivo nas vendas de imóveis nesse nicho, do ano passado para cá. Para os corretores de imóveis, a procura subiu pelo menos 30% a partir de 2020.

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A combinação entre baixa de juros, redução no retorno dos investimentos bancários e a adesão ao home office fizeram dos imóveis a bola da vez – não apenas para quem está em busca de uma nova moradia, mas também para quem quer investir. Sérgio Luiz dos Santos, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SC), avalia que, em 2020, esses fatores aqueceram o mercado como um todo. Nestes primeiros meses de 2021, no entanto, a venda de imóveis mais baratos parece ter estabilizado, enquanto os mais caros seguem em alta.

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Sem possibilidade de gastar em férias e viagens ao exterior, os mais ricos encontraram nos imóveis uma maneira segura de investir na pandemia. Um caso emblemático foi o da Vokkan Urbanismo, que tem projeto de um bairro parque em Porto Belo, no Litoral Norte. Lançada para venda em outubro de 2020, a área de imóveis unifamiliares do empreendimento foi 100% comercializada em apenas sete horas. Um recorde.

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Corretores relatam que os clientes que chegaram com a pandemia são especialmente investidores, a maioria industriais e empresários do agronegócio, que tiveram um ano bom – e muito lucro - com o aquecimento das exportações. São pessoas que buscam oportunidades de bons negócios em SC, especialmente no Litoral. As regiões de Florianópolis, Itapema e Balneário Camboriú estão entre as mais procuradas.

Mas também há um perfil de cliente que, com possibilidade de trabalho remoto, escolhe um local com melhor qualidade de vida – e Santa Catarina sai na frente.

- A procura aumentou por motivo da pandemia, principalmente. O público ‘A’ está buscando por um melhor cidade, um melhor lugar e um melhor imóvel para viver, ocasionado pelo maior tempo em casa e pelo home office. Quem tem possibilidade de se instalar melhor, realiza isso – diz Patrícia Hartmann, gerente comercial da WOA Empreendimentos Imobiliários, que atua na Capital. A empresa registrou aumento de 60% na procura por imóveis, desde o segundo semestre do ano passado.

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Área de lazer do Infinity Coast, prédio residencial mais alto do país
Infinity Coast, FG
(Foto: )

Para especialistas, a disparada do mercado de alto padrão, que inclui os imóveis cujo preços ultrapassam os sete dígitos, é consistente e deve seguir ao longo de 2021. Alguns economistas apontam para a possibilidade de um novo boom do mercado imobiliário, como o que foi visto entre os anos de 2008 e 2013.

- Com a taxa de juros básica próximo das mínimas históricas, juros para financiamento imobiliário também se encontram baixos, aumentando o apetite pelo setor. Outro motivo importante para o crescimento, também atrelado aos juros baixos, é que os investimentos mais conservadores, que respondem à maior parcela dos investimentos dos brasileiros, como a poupança, estão rendendo pouco. Com isso, quem tem recursos aplicados nesses investimentos está optando por migrar para outros mais rentáveis, como imóveis. A própria bolsa de valores, que bateu recorde de investidores em 2020, reflete esse novo cenário – diz o economista Guilherme Alano, da Siglo Investimentos.

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As construtoras catarinenses surfam a onda. É o caso da FG, uma das mais conhecidas empresas especializadas em mercado de luxo no Sul do país, que entregou sete empreendimentos em Balneário Camboriú em 2020, em plena pandemia – entre eles o Infinity Coast, atualmente o residencial mais alto do país, com 232 metros de altura. Dos mais de 500 apartamentos finalizados pela empresa no ano passado, 90% estavam vendidos antes da conclusão das obras.  

- Nos últimos seis meses de 2020, a empresa registrou números expressivos de vendas VGV, com um crescimento de 127% de maio a outubro, comparado com o mesmo período de 2019. Com seus números, alavancou o mercado imobiliário de luxo no sul do país – avalia Altevir Baron, diretor de mercado e marketing da FG.

O otimismo no setor faz com que a construtora tenha projetado um rol de lançamentos que soma R$ 3 bilhões para os próximos dois anos, na região de Balneário Camboriú. Entre eles, um prédio com mais de 100 andares, que será o mais alto da América do Sul.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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