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    ‘Nova magistratura’ julgará a ‘nova política’ no processo de impeachment

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    Por Dagmara Spautz
    23/09/2020 - 16h58 - Atualizada em: 23/09/2020 - 17h44
    Sorteio dos membros do Tribunal de Julgamento do impeachment
    Sorteio dos membros do Tribunal de Julgamento do impeachment (Foto: Diorgenes Pandini)

    O sorteio comandado esta tarde pelo presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Ricardo Roesler, escalou para o Tribunal de Julgamento do Impeachment cinco magistrados experientes, mas que têm em comum uma carreira relativamente recente no TJ – o mais antigo entre os cinco, desembargador Carlos Alberto Civinski, está no Tribunal há oito anos. Isso significa que caberá à ‘nova magistratura’ julgar o impedimento de Moisés e Daniela, eleitos em 2018 como representantes da chamada ‘nova política’.

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    O ‘time’ de desembargadores tem um representante que ingressou em 2012, outro em 2013, mais dois em 2017 e, o último, em agosto do ano passado. Curiosamente, os nomes de calejados desembargadores como Pedro Manoel de Abreu, Cláudio Barreto Dutra, Luiz Cézar Medeiros e Sérgio Roberto Baasch Luz, decanos da instituição, não apareceram no sorteio - assim como nenhum integrante das câmaras de Direito Público, mais afetos ao tema.

    Entre os sorteados, três atuam na área cível e dois na área criminal. Dos cinco nomes, quatro são oriundos da carreira da magistratura. Apenas Sérgio Rizelo veio do Ministério Público – oriundo do Quinto Constitucional, teve seu ato de nomeação assinado pelo ex-governador Raimundo Colombo.

    Três dos sorteados – Cláudia Lambert, Civinski e Luiz Felipe Siegert Schuch – também tiveram passagem como juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), fator que os aproxima mais dos meandros do mundo político-eleitoral.

    O grupo formado é considerado bastante técnico. Mas, a esta altura, é difícil prever para que lado penderão. Ao terminar a sessão, o presidente do TJ, desembargador Ricardo Roesler, deixou o recado: "Senhoras e senhores desembargadores, nós temos dentro de nós uma reserva insuspeita de força, que surge quando a vida nos põe à prova. É nosso ofício ter de julgar, e assim o faremos".

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