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    SC tem que perder a vergonha de enquadrar o negacionismo com reforço na fiscalização

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    Por Dagmara Spautz
    23/02/2021 - 17h15 - Atualizada em: 23/02/2021 - 22h34
    UTIs estão lotadas em todas as regiões de Santa Catarina
    UTIs estão lotadas em todas as regiões de Santa Catarina (Foto: Thomas Coex, AFP)

    Das ações anunciadas pelo governador Carlos Moisés (PSL) aos prefeitos de Santa Catarina nesta terça-feira (23), chama atenção o destacamento de 500 policiais que atuam na Operação Veraneio para fiscalizar, especificamente, o cumprimento das medidas restritivas de controle da pandemia nas próximas semanas. A decisão pode não ser inédita, mas indica um reconhecimento, por parte do governo, de que o papel não basta: as regras precisam ser obedecidas para que façam efeito.

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    E o efeito, no caso, nunca foi tão necessário. O colega Cristian Weiss, jornalista de dados da NSC, publicou nesta segunda-feira (22) que o Estado atingiu o pico de internações em leitos de UTI, públicos e privados, com mais de 800 pacientes em estado grave. Ao mesmo tempo, Santa Catarina vive os piores índices de isolamento social desde março do ano passado, com apenas 29% de adesão, como informa o repórter Lucas Paraizo. Todas as regiões vivem um perigoso índice de ocupação na rede hospitalar.

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    Diante do cenário, o Governo do Estado poderia ter sido mais incisivo nas medidas anunciadas aos prefeitos. Permanece com os municípios, por exemplo, a tarefa de controlar localmente atividades que causem maior risco de contágio. Mas o fato é que nenhum decreto de restrição faz efeito se não for devidamente fiscalizado. E SC descobriu isso na prática.

    A falta de controle e de punição efetiva para quem descumpre as regras – caso das baladas que promovem festas com alvarás de restaurante, por exemplo – deixou a sensação de ‘vale tudo’. Ainda que a Polícia Militar tenha interditado 300 estabelecimentos em 30 dias, as aglomerações continuam ocorrendo em eventos clandestinos, sob as barbas das autoridades.

    Em dezembro, escrevi que Santa Catarina não poderia mais admitir que o negacionismo daqueles que aglomeram, que não usam máscaras e desdenham das medidas de contenção deixasse todo o Estado sob risco. Num momento em que as UTIs acenderam o sinal vermelho, é necessário dar um basta. Quem aglomera está ajudando a manter em alta circulação um vírus que já ceifou quase 7 mil vidas em SC. 

    O reforço na fiscalização chega em boa hora, mas não pode vir sozinho: é fundamental que traga junto meios efetivos de responsabilizar quem ainda faz pouco caso do vírus.

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