Aí na foto estão os queridões que visitei recentemente na comunidade Frei Damião, em Palhoça. Não é novidade que a Frei é considerada por muitos especialistas a comunidade mais vulnerável de Santa Catarina. Não é novidade também que o povo de lá luta há anos, por exemplo, por um saneamento decente e, até mesmo, por endereços que sejam de fato registrados pelo poder público. 

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Na boa, não vou ficar listando os problemas que a região tem, senão passaríamos horas por aqui alimentando a nossa leitura e, consequentemente, a revolta que o abandono e a displicência do poder público nos provoca.

Foi na comunidade que conheci as queridonas Edna e Lara. Uma é professora da educação especial, enquanto a outra é mãe de dois alunos matriculados na escola do bairro. Foram elas que iniciaram um projeto chamado Mães do Frei, que tem a missão de distribuir gratuitamente para as famílias mais necessitadas leite em pó especial para bebês, roupas, fraudas e kits de higiene. 

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A necessidade de distribuir máscaras veio junto com a pandemia que nos assombra. Pasmem! Elas começaram a produzir as próprias máscaras e, quando notaram, estavam ocupando os jovens da quebrada e, ainda, contribuindo para que mães desempregadas pudessem ter uma renda. 

Mas sabem como? Entraram em cena comerciantes do bairro, que vendem as máscaras em seus estabelecimentos e, de quebra, fazem render o serviço de quem se entrega à iniciativa. Mais de 20 mil máscaras já foram produzidas na sala de aula que foi emprestada pela direção da escola do bairro.

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E aí, você acha que elas merecem os parabéns? Vou contar um segredo aqui no nosso cantinho: as máquinas de costura usadas por lá são emprestadas. Quer dar uma força? Segue o telefone: (48) 98419-2947.

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