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    Acordo visa ampliar vendas de pequenas empresas para hospitais

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    Por Estela Benetti
    19/11/2020 - 07h41
    Acordo visa ampliar vendas de pequenas empresas para hospitais
    O Hospital Sáo José, de Criciúma, é um dos grandes hospitais filantrópicos do estado (Foto: Caio Marcelo, NSC, BD)

    Uma aproximação entre a Associação dos Hospitais de Santa Catarina (Ahesc) e a Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de SC (Fampesc) durante a pandemia motivou um avanço nos negócios entre as partes. As duas entidades negociam parceria para que micro e pequenas empresas do Estado se tornem fornecedoras de hospitais filantrópicos e santas casas. A presidente da Fampesc, Rosi Dedekind, afirma que esse acordo será positivo para ambas as partes e vai fortalecer negócios locais.

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    SC tem 183 hospitais que estão nesse grupo de filantrópicos. A maioria são instituições pequenas, tem gestão de uma congregação religiosa ou da comunidade, com apoio do município. Muitas vezes, eles fazem compras de fornecedores de fora do estado por falta de alternativas próximas ou preço acessível.

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    - É uma parceira que ajuda os dois lados. Os hospitais podem comprar localmente e pagar mais barato. E os associados das Ampes são incentivados a desenvolver produtos, a adaptar seu negócio para fornecer aos hospitais. Uma empresa que faz roupa de cama, por exemplo, pode fornecer a um hospital – afirma a presidente da Fampesc.

    Na opinião do presidente da associação dos hospitais Altamiro Bittencourt, SC tem empreendedorismo diversificado, com empresas que oferecem produtos e serviços de qualidade. Para ele, uma parceria assim vai fortalecer o segmento de micro e pequenas empresas locais e regionais, ajudando a enfrentar melhor a atual crise econômica causada pela Covid-19.

    A lista de produtos e serviços consumidos por hospitais é ampla. Vai desde medicamentos, alimentos, confecções, produtos metalmecânicos, até serviços de manutenção e de tecnologia. A maioria das compras é sem licitação porque não são hospitais públicos, observa Rosi. Somente quando as instituições recebem recursos públicos de transferência parlamentar é preciso licitar.

    Segundo a presidente da Fampesc, a intenção é finalizar as negociações para colocar a parceria em prática logo. Uma das alternativas oferecidas a hospitais é de compras coletivas. Já foi realizada reunião com as associações de micro e pequenas empresas (Ampes). O plano inclui apoio para curso de formação a empresas que necessitam aprimorar produtos ou serviços para fornecer aos hospitais.

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