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    SC tem o quinto maior número de infectados por coronavírus no Brasil e vive pico de casos ativos

    Estado já passa da marca de 300 mil infectados desde o início da pandemia

    19/11/2020 - 05h00 - Atualizada em: 19/11/2020 - 13h04

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Coronavirus em SC
    Número de casos acumulados em SC já superou os vizinhos Paraná e Rio Grande do Sul
    (Foto: )

    Santa Catarina vive um momento delicado em relação ao coronavírus. Com picos de casos ativos que a cada dia alcançam patamares inéditos, o Estado cruzou também a marca das 300 mil pessoas infectadas desde o início da pandemia. Com o número, SC se tornou o quinto Estado com mais casos acumulados de Covid-19 no país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.

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    A situação coloca Santa Catarina acima dos vizinhos Paraná e Rio Grande do Sul, além de outros Estados mais populosos no Brasil. No cálculo da proporção de casos a cada 1 milhão de habitantes, a curva de SC está em crescimento e já é a sexta maior do país, acima da média nacional e de outros Estados que viveram a pandemia de forma grave, como o Amazonas.

    Somente no boletim divulgado pelo governo de Santa Catarina nesta quarta (18), 4210 novos casos de covid-19 foram confirmados, fazendo o Estado totalizar 306,7 mil pacientes infectados até hoje. Para especialistas, os números já refletem uma segunda onda que, no ritmo atual e com o relaxamento das medidas de distanciamento social, não tem data para acabar.

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    — Lá no início, em março e abril, Santa Catarina saiu na frente. A gente conseguiu controlar ao diluir os casos. Iniciamos antes de qualquer Estado do Brasil as medidas de quarentena, conseguimos ficar preparados para leitos de UTI e tudo mais. Mas Santa Catarina começou um relaxamento de forma tão importante que as pessoas entendem que não tem mais o vírus — avalia a infectologista Sabrina Sabino.

    A especialista destaca que a curva de contágios em SC foi diferente dos outros Estados que também romperam a marca de 3 mil casos de Covid-19. Ela aponta que São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, atingiram um pico e estão se mantendo no mesmo patamar, enquanto SC teve um auge de casos entre julho e agosto, viu uma queda significativa em setembro e agora vive um novo pico de crescimento.

    — São todos Estados de alta circulação, onde a economia gira e a taxa de turismo é elevada. Esses Estados (SP, RJ, MG) entraram em um platô e se mantêm. Santa Catarina tem um relaxamento total, uma falta de governança total, medidas que estão mascarando ao dizer que tem uma matriz de risco, mas que não é cumprida.

    Maior contaminação de jovens

    Como foi previsto por muitos especialistas, inclusive com base no exemplo da Europa, a segunda onda do coronavírus em Santa Catarina tem uma letalidade menor do que a primeira. O pico de casos ativos não tem refletido necessariamente em números maiores de mortes, e o Estado ainda mantém uma das menores taxas de letalidade do coronavírus no Brasil.

    Em parte, isso se explica pelo fato de que a maioria dos casos atualmente ocorrem em jovens, que geralmente sentem os sintomas mais leves da Covid-19. Isso faz também com que a ocupação dos leitos de UTI ainda não esteja nos mesmos níveis do inverno, embora registre um crescimento constante nas últimas semanas.

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    — Hoje o maior número de contaminados é de jovens. É quem está saindo, quem está desrespeitando as regras, quem não tem empatia e noção do que está acontecendo. São jovens que estão nos bares, nas praias, em festas. É assustador, desesperador para nós que estamos trabalhando com isso — critica Sabrina.

    O avanço preocupa os profissionais de saúde com a temporada de verão no horizonte, quando o número de turistas em Santa Catarina também deve crescer, exatamente quando o Estado ainda deve estar vivendo a segunda onda que já se desenha.

    — Esses jovens contaminam também as outras pessoas, inclusive as mais vulneráveis. E logo o Estado terá muitos turistas, e temos essa taxa de transmissão que atualmente está aumentando de forma absurda. É difícil imaginar uma queda nos casos antes de ter uma vacina — aponta a infectologista.

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