A Associação Empresarial da Região Metropolitana de Florianópolis (Aemflo) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São José, entidades que atuam em conjunto na representação empresarial do município de São José, acabam de criar uma diretoria exclusiva para dar mais atenção aos microempreendedores individuais (MEIs). De acordo com a presidente da Aemflo e CDL/São José, Cíntia Pieri, a criação da diretoria visa reconhecer a força e a relevância desse segmento de negócios para a economia do município.

Continua depois da publicidade

– A Diretoria do MEI nasce como uma inovação da nossa gestão e como um compromisso com quem empreende todos os dias. Estruturamos um espaço institucional de escuta, orientação e representação para um público que é a base da economia e que, muitas vezes, enfrenta desafios sozinho – explica a presidente Cíntia Pieri.

As entidades decidiram dar essa atenção aos MEIs com base nos dados, que mostram a liderança desse enquadramento tributário de CNPJs. Levantamento de fevereiro de 2025 mostrou que São José tinha 49.333 empresas ativas e, dessas, 27.929, ou seja, 56,6% eram MEIs.

Considerando portes de empresas e respectivos enquadramentos tributários, do total de CNPJs do município, 43.211 eram MEIs ou microempresas, o que chega a 87,6% do total de negócios locais. Para a Aemflo, isso mostra que esse segmento é protagonista no desenvolvimento econômico do município.

A nova Diretoria do MEI já conta com uma líder, a empresária Márcia Sebold. Ela adianta que o trabalho será voltado ao apoio prático e contínuo aos microempreendedores individuais.

Continua depois da publicidade

– Muitos MEIs começam por necessidade, sem planejamento, e acabam enfrentando dúvidas simples, mas decisivas para a sobrevivência do negócio. A diretoria surge justamente para oferecer apoio institucional, orientação e proximidade com as informações corretas – destaca Márcia Sebold.

As duas entidades destacam que os MEIs geram renda, movimentam a economia, geram empregos e estimulam o empreendedorismo. Entre os negócios estão padarias, salões de beleza, prestações de serviços, indústrias e profissionais autônomos. A formalização de negócios também contribui para a arrecadação, a Previdência e redução da informalidade.

Leia também

Ituporanga quer seguir como “Capital Nacional da Cebola”, mas crise exige diversificação

De melancias a flores: casal cultiva de tudo em horta orgânica na cobertura de edifício

Uso de antigas ações do Besc nas fraudes do Master é investigado pela CVM

Udesc Esag oferece curso gratuito sobre gestão de negócios para pessoas 45+

Safra da maçã em SC deve crescer 28% neste ano e preços começam a cair