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Fusões e aquisições

Após oferta de compra, Hering anuncia empréstimo de R$ 100 milhões no Itaú

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Por Estela Benetti
19/04/2021 - 05h55 - Atualizada em: 19/04/2021 - 10h22
Uma das opções da Cia. Hering para aumentar presença no mercado é por meio de quiosques
Uma das opções da Cia. Hering para aumentar presença no mercado é por meio de quiosques (Foto: Divulgação)

O conselho de administração da Cia Hering comunicou ao mercado a contratação de empréstimo de R$ 100 milhões junto ao Banco Itaú. O anúncio, na sexta-feira, ocorreu um dia depois de a Arezzo fazer uma oferta hostil para a compra da companhia catarinense, que acaba de completar 140 anos e tem uma das marcas mais fortes do mercado de moda do país.

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Em nota, a Cia. Hering informou que trata-se de uma ratificação de operação aprovada em 12 de abril pelo conselho, com prazo até abril de 2023. Quando divulgou o balanço do ano passado, a Hering informou, segundo o colunista da NSC, Pedro Machado, que a empresa vai investir este ano R$ 131 milhões, a maior cifra da história, especialmente para ampliar a área digital e lojas, após a companhia enfrentar dificuldades devido à pandemia. Aliás, a empresa já vem com dificuldades de vendas desde 2018, quando faturou 5,2% menos.

No dia 15 de abril, a Arezzo fez uma oferta de compra da Cia. Hering por R$ 3 bilhões. A iniciativa pegou a companhia catarinense de surpresa e foi rejeitada. Um caso típico de oferta hostil (oferta de compra surpresa e unilateral), embora alguns digam que não. A Hering, que já alcançou valor de mercado próximo de R$ 5 bilhões, recebeu a proposta de uma empresa que chega a R$ 8 bilhões em valor na bolsa e está disposta a fazer a compra de uma grande marca de confecções para se tornar um grupo de moda mais robusto no Brasil.

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Os acionistas estão vendo o mercado de varejistas de moda em ebulição por conta da crise causada pela pandemia. Essas empresas venderam menos, estão com dificuldades e há quem deseja aproveitar oportunidade. O mercado acredita que a Arezzo voltará a fazer nova oferta pela Hering, com valor maior. Por conta disso, as ações da companhia cresceram cerca de 30% na bolsa.

Outro movimento vem da Renner, empresa que é queridinha de investidores e tem capital pulverizado na bolsa. O portal Estadão apurou que ela vai fazer uma captação no mercado de R$ 4 bilhões ou mais. Os recursos seriam, principalmente, para aquisições. Na mira, outra grande empresa de moda do país, a C&A. 

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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