Santa Catarina alcançou em 2025 arrecadação estadual de R$ 57,3 bilhões, o que significa crescimento nominal de 6,8% frente ao ano anterior, 2024. Considerando a variação real, descontada a inflação de 4,4% do período, o crescimento chegou a 2,2%. No último mês do ano, dezembro, o estado arrecadou R$ 4,9 bilhões, sendo R$ 3,9 bilhões somente de ICMS, uma alta real de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior.
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O governo do estado ressaltou que foi possível alcançar esse resultado positivo sem elevar a carga tributária e adotando medidas que incentivam as atividades produtivas.
– Com muito trabalho e responsabilidade, sem aumentar impostos e incentivando a nossa indústria, o comércio e os nossos empreendedores, encerramos mais um ano com bons resultados na nossa economia. É aplicando bem o dinheiro das pessoas e usando esses recursos com muito critério que o Estado está investindo cada vez mais em obras e serviços importantes – destacou o governador Jorginho Mello.
De acordo com o secretário de estado da Fazenda, Cleverson Siewert, os resultados alcançados estão de acordo com as projeções da secretaria, feitas com base nos cenários econômicos nacional e internacional. Mesmo em condições mais difíceis, a economia de SC mostrou força, segundo ele.
– Na tentativa de conter a inflação, o Copom (do Banco Central) manteve a Selic em patamar muito alto durante muito tempo, fixando o percentual em 15%, o mais alto desde 2006. A alta impactou diretamente no crédito e no desenvolvimento econômico de todo o Brasil. O setor produtivo de Santa Catarina sentiu as oscilações do mercado, mas superou as adversidades, contou com apoio e incentivos do governo do estado e cresceu mais do que o Brasil – avaliou Siewert.
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A variação da arrecadação de 2025 traz impacto de receita extra obtida em 2024 com o programa de pagamento de impostos atrasados Recupera Mais. Mas se fosse considerado somente o crescimento da atividade econômica de cada ano – excluindo o valor extra – a arrecadação do ano passado teria alcançado crescimento nominal de 8,6%, e real de 4% frente a 2024.
A maior parte do Recupera Mais foi paga em 2024, mas as parcelas que restaram para 2025 somaram R$ 574,9 milhões, 1% da arrecadação do ano.
A receita estadual é composta principalmente por tributos estaduais e transferências de impostos federais. Em 2025, SC arrecadou R$ 45,1 bilhões de ICMS, principal imposto estadual, o que representou crescimento real de 1,2% frente a 2024.
Os setores que mais contribuíram para esse resultado, segundo dados da Fazenda, foram transporte, com crescimento nominal de 20,2% da receita, seguido por energia elétrica (10,7%), medicamentos (8,9%) e combustíveis (7,4%). Também tiveram contribuições relevantes a arrecadação dos supermercados, com alta de 6,4% no ano, e o setor de materiais de construção, que cresceu 5,4%.
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Ao analisar o resultado do ano, o governador fez questão de ressaltar o não aumento da carga tributária para dar segurança jurídica ao setor privado. Ao mesmo tempo, foi dada continuidade à oferta de incentivos fiscais.
Entre os incentivos que impulsionaram os investimentos em 2025 estiveram os programas Prodec (para indústrias), Pró-Emprego e TTD 489 (incentivo para importação). No ano, foram assinados 193 projetos, com investimentos de R$ 14,4 bilhões que estão gerando 46 mil novos empregos.
Na gestão de Jorginho Mello, a arrecadação de SC teve crescimento real (descontada a inflação) de 4,6% em 2023 (frente a 2022), de 11,9% em 2024 e de 2,2% em 2025.
As variações reais mensais da arrecadação em 2025 frente aos mesmos meses de 2024 ficaram assim: janeiro (+1%), fevereiro (+7%), março (+6%), abril (0%), maio (-0,5%), junho (+5,1%), julho (-2,7%), agosto (+1,1%), setembro (-1%), outubro (+0,7%), novembro (+3%) e dezembro (+2%).
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