Santa Catarina registra pleno emprego e, por isso, empresas enfrentam diversos desafios na área de recursos humanos, que envolvem apagão de mão de obra, tanto nas áreas operacionais quanto executivas. Esse tema está sendo debatido no 36º Congresso Catarinense sobre Gestão de Pessoas (Concarh) realizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos de Santa Catarina (ABRH-SC). O evento começou nesta quinta-feira e se encerra nesta sexta, no CentroSul, em Florianópolis.

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O presidente da ABRH-SC, Diego Martins, destaca que o desafio número 1 das empresa é o apagão de mão de obra, que resulta em dificuldades para contratar pessoas e guerra de talentos.

– Estamos em pleno emprego em Santa Catarina. Isso traz uma dificuldade muito grande para as empresas poderem contratar e ocupar todos os postos de trabalho que elas têm abertos. Esse é o problema número um na mesa dos gestores de recursos humanos- diz Diego Martins.

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O último dado sobre taxa de desemprego divulgado pelo IBGE, do primeiro trimestre deste ano, apurou que Santa Catarina teve, novamente, a menor taxa do país, de 2,7%. No Oeste de SC, empresários informam que a taxa de desocupação é de pouco mais de 1%.

Em SC, funcionário se recusa a ser chefe

O segundo desafio das empresas, de acordo com o presidente da associação, também é de pessoas, mas na liderança. As empresas enfrentam falta de líderes e dificuldades para formação de líderes para cargos executivos internos.

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Muitos colaboradores são convidados para cargos de gestão, mas não aceitam ou aceitam e depois desistem porque consideram difícil gerir pessoas, porque aumenta a sobrecarga de trabalho.

– Em pesquisa recente no Brasil, 74% das lideranças informaram que estão com sobrecarga de trabalho porque estão assumindo mais de uma área para poder lidar com essa escassez de lideranças que a gente tem – observa Diego Martins.

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Entre as dificuldades apontadas por líderes estão as pressões de chefias por resultados e pressão dos liderados por uma condição de trabalho mais tranquila, com menos stress. Especialista em liderança, Diego Martins diz que para ter êxito, o gestor precisa saber ouvir e interagir com as pessoas das suas equipes.

– O básico é cumprimentar, escutar as pessoas, entender o que elas estão passando, se estão gostando de trabalhar na empresa, o que elas precisam para ter um ambiente melhor de trabalho. O grande ponto é que as empresas têm, às vezes, medo de escutar as pessoas, porque acham que vão pedir aumento de salário o tempo todo. Mas, na maioria das vezes, o trabalhador só quer ser ouvido, para se sentir mais acolhido – destaca Diego Martins.

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Presidente da ABRH-SC, Diego Martins, fala sobre o cenário atual em função do pleno emprego em Santa Catarina (Foto: Divulgação)

NR-1 e norma psicossocial entram em vigor em 2026

Outro tema abordado no Concarh 2026, que preocupa gestores, é a nova exigência da NR-1, que visa prevenção de problemas psicossociais, Diego Martins destaca que é uma lei e que precisa ser cumprida. Desde que a mudança entrou em vigor, trabalhadores estão sendo convidados a preencher questionários, o que é uma exigência nova da NR-1.