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    Transporte aéreo

    Empresa traz mais quatro aviões cargueiros ao aeroporto de Florianópolis

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    Por Estela Benetti
    12/06/2020 - 05h46 - Atualizada em: 12/06/2020 - 08h21
    Boeing 747-400F, uma das maiores aeronaves do mundo, trouxe uma carga de máscaras da China para Florianópolis Foto:Diorgenes Pandin
    Boeing 747-400F, uma das maiores aeronaves do mundo, trouxe uma carga de máscaras da China para Florianópolis Foto:Diorgenes Pandini

    O pouso do Boeing 747-400F da Moldávia no Aeroporto Internacional de Florianópolis, nesta quinta-feira, foi o começo de uma série de cargas aéreas que chegarão ao Brasil por Santa Catarina. Mais quatro, contratadas pela Cotia Trading, serão recebidas em breve pela Floripa Airport Cargo, o braço de logística da concessionária Floripa Airport. Isso coloca o terminal de Florianópolis como um novo destino de transporte aéreo internacional.

    Tradicional companhia de comércio exterior, a Cotia trouxe carga aérea nesta quinta-feira via Aeroporto Internacional de Florianópolis, totalmente com máscaras para prevenção à Covid-19. Segundo o diretor comercial da empresa, Mauro Sena, mais quatro voos estão contratados para o mesmo terminal. O próximo Boeing, também com máscaras, chega nesta segunda-feira.

    - Tínhamos que trazer esse tipo de mercadoria. O país está precisando muito de volume. Então, decidimos trazer grande quantidade e rápido. Alguns contêineres não resolveriam o problema. Temos hospitais, prefeituras, indústrias, outras empresas e o comércio precisando dos produtos – explica Mauro Sena, ao observar que as máscaras serão comercializadas em todo o Brasil.

    Segundo ele, essa primeira carga trouxe 10 milhões de máscaras modelo KN 95, que são as mais seguras e podem ser lavadas. O avião que chega segunda também trará máscaras, mas uma parte será de modelo mais simples, descartáveis, feitas com três camadas. Sena adianta que a terceira carga será de testes rápidos e termômetros infravermelhos. A aquisição de 10 milhões de testes rápidos ainda está sendo negociada. Serão kits de 20 unidades que poderão ser vendidos em farmácias.

    - Economicamente é mais viável trazer carga aérea por Santa Catarina. A gente está abrindo espaço para todas as outras tradings que operam no Estado fazerem o mesmo – afirma Mauro Sena.

    Conforme o executivo, a Cotia, que tem matriz no Espírito Santo e sedes em diversos Estados, incluindo Itajaí, levou essa demanda de recepção de carga aérea com grandes aviões à Floripa Airport porque seria mais fácil e mais barato receber em Santa Catarina. Antes, a recepção era feita somente em Curitiba ou São Paulo. Isso exige desembaraço aduaneiro mais trabalhoso e a tributação é maior. Quando a carga chega em Curitiba, por exemplo, é preciso contratar um trânsito aduaneiro para desembaraçar em Itajaí.

    Sobre a vinda do gigante Boeing 747-400F da companhia Terra Avia, da Moldávia, para Florianópolis, Mauro Sena conta que foi uma operação especial que exigiu 35 dias de muito trabalho da empresa Go-Trans, que faz agenciamento de cargas.

    - Um avião desse tamanho é uma mosca branca. A demanda mundial é muito grande. Tivemos muito apoio da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e do Itamaraty na burocracia porque esse avião não tinha autorização para voar para a América do Sul. Tínhamos urgência porque são produtos necessários para a prevenção à Covid-19 – explica ele, ao obser.

    A aeronave que vem segunda-feira é do mesmo porte, mas a mercadoria já foi desembaraçada na China em quem traz é outra companhia aérea. Entre os produtos que a Cotia Trading importa por carga aérea estão também carros de luxo como Ferraris e Maseratis. Esses também poderão entrar pelo aeroporto de Florianópolis, informa Mauro Sena.

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