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Empresários cobram Bolsonaro e Congresso por medidas favoráveis à indústria

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Por Estela Benetti
08/12/2021 - 05h00
Presidente Bolsonaro se encontra com industriais na CNI
Presidente Bolsonaro se encontra com industriais na CNI (Foto: CNI, Divulgação)

Em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), lideranças de todo o país se reuniram com o presidente Jair Bolsonaro, ministros do governo e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, nesta terça-feira, em Brasília. O presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar participou do evento à frente de grupo de 12 empresários do Estado. Na pauta, a entrega de 44 sugestões favoráveis ao desenvolvimento do setor e geração de empregos, além de cobranças de votações no legislativo.

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Para o presidente Jair Bolsonaro, que estava acompanhado da maioria dos ministros, entre os quais Paulo Guedes e Tereza Cristina, foi uma oportunidade para saber mais sobre os entraves à produção. Entre as sugestões da indústria estão a cobrança por mais reformas, em especial a tributária, apoio ao comércio exterior, educação e infraestrutura. Uma das medidas defendidas foi para que o governo ofereça opção de refinanciamento de dívidas tributárias, para que as empresas voltem a obter crédito para investir.

A propósito, essa pauta que na prática é uma cobrança de aprovação do Refis, também esteve na agenda com Rodrigo Pacheco. Um pleito especial feito ao presidente do Senado foi a aprovação imediata do projeto de lei 2.541/2021, que prorroga por dois anos, até em 2023, a desoneração da folha de pagamento de 17 setores econômicos.

Pacheco prometeu votar na quinta-feira esse projeto. Os setores beneficiados serão: calçados, call center, confecções e vestuário, comunicação, construção civil, construção de infraestrutura, couro, veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, proteína animal, têxtil, tecnologia da informação, tecnologia da comunicação e transportes.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, disse ao presidente Bolsonaro que o PIB do Brasil subiu apenas 0,3% ao ano em 10 anos. A culpa disso é a carga tributária, que impede a indústria de competir. Em resposta, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo não quer atrapalhar o setor.

A indústria de SC, além de cobrar a reforma tributária e infraestrutura, defende uma participação mais ativa do país e do governo para avançar nas exportações. Acompanharam o presidente da Fiesc, Mário Aguiar, nesses eventos em Brasília, os empresários Alceu Lorenzon, Alfredo Piotrovski, André Armin Odebrecht, Astor Kist, Célio Bayer, César Augusto Olsen, Israel José Marcon, José Fernando da Silva, Márcio Dalla Lana, Ronaldo Baumgarten, Rui Altenburg e Thiago Fretta.

Estela Benetti

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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