O que motiva um jovem nascido em Nova York pegar dois aviões para passar férias em Florianópolis no verão de 2025? Essa é uma prova de que a capital catarinense, com suas exuberantes atrações naturais, segurança e destaque no setor de tecnologia, já é referência no cenário global do turismo. O desafio, agora, é internacionalizar a tecnologia cidade, conhecida como “Ilha do Silício” do Brasil e América Latina.
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Esse alerta é feito para o dia do aniversário de 352 anos de Florianópolis pelo presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o empresário Diego Ramos, que é da capital. Ele reconhece que o município como polo tecnológico tem muito a celebrar.
– Florianópolis é um case único no Brasil. A cidade saiu de um cenário de poucas oportunidades há algumas décadas, onde os jovens eram atraídos pela qualidade das nossas universidades, especialmente a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mas acabavam direcionados para carreiras em estatais ou voltavam para as suas cidades de origem, para se tornar um dos principais polos de tecnologia e inovação do país. Hoje, 25% do PIB local vem do setor de tecnologia, um percentual sem paralelo entre as capitais brasileiras. São mais de 6 mil empresas, 12 bilhões de reais em faturamento anual e cerca de 39 mil empregos na área de tecnologia, com remuneração muito acima da média de mercado – destaca o presidente da Acate, Diego Ramos.

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De acordo com ele, esse movimento impacta diretamente toda a economia local, desde o comércio até a construção civil, ajudando a transformar Florianópolis em um destino cada vez mais atrativo para empresas e talentos.
Na avaliação do presidente da Acate, a evolução desse ecossistema não pode parar. Uma necessidade é fortalecer a governança, uma sintonia com os diversos atores. Também é preciso retomar a conexão entre a academia e o setor produtivo para que mais pesquisas das universidades se tornem soluções para o mercado. E para enfrentar a disputa global de talentos em home office, é preciso que a cidade ofereça alta qualidade de vida.
– Outro desafio que temos é pensar globalmente. Florianópolis construiu um ecossistema forte, mas para crescer ainda mais, precisa mirar o mercado internacional. O Brasil representa apenas 2% do comércio global, ou seja, as empresas que focam apenas no mercado interno estão deixando de lado 98% das oportunidades – alerta Diego Ramos.
Nesse cenário todo, um desafio de Florianópolis para enfrentar melhor o presente e o futuro é oferecer educação e aprendizado de qualidade da creche ao aprimoramento empresarial. Para o presidente da Acate, Florianópolis se consolidou como polo de tecnologia, mas precisa acelerar.
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