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    Indústria de SC cresce 9,1%, mas não recupera perdas com pandemia

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    Por Estela Benetti
    11/08/2020 - 11h20
    Motores elétricos tiveram o melhor desempenho de ve
    Motores elétricos tiveram o melhor desempenho de vendas em junho (Foto: WEG, Divulgação)

    A indústria catarinense fechou o mês de junho com crescimento de 9,1% na produção frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Foi o segundo resultado positivo após a chegada da pandemia – em maio cresceu 6,1% – e o quinto melhor do país. Mas precisará de mais tempo para superar as perdas deste ano, que tiveram o fundo do poço em março, com recuo de 18,1% e mais 13,9% em abril. O acumulado de maio e junho representou menos da metade da perda dos dois meses anteriores, mostram os dados da Produção Industrial Mensal – Regional (PIM) do IBGE.

    Exportações de SC têm retomada gradual frente à crise internacional

    Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a produção de SC caiu 12,6%; no acumulado deste ano recuou 15% e nos últimos 12 meses também ficou negativa, em 7,5%. Como o lockdown catarinense começou uma semana antes que outras regiões, a indústria local acabou sendo mais prejudicada.

    No Brasil, a produção industrial cresceu, em média, 8,9% em junho frente a maio, caiu 9% na comparação com junho do ano passado, no acumulado deste ano recuou 10,9% e nos últimos 12 meses caiu 5,6%.

    Os dados setoriais de junho frente ao mesmo mês de 2019 mostram que a maioria dos setores da indústria catarinense ficaram muito aquém da capacidade produtiva. As três únicas altas nessa compactação foram obtidas pelos setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,6%), seguido por alimentos (5%) e produção de itens de borracha e plástico (3,4%).

    Os recuos foram registrados na produção de veículos e reboques (-48%), metalurgia (-44,9%), confecções e acessórios (-38,5%), produtos de metal (-23%), minerais não metálicos (-22,8%), papel e celulose (-3,4%), têxteis (-2,3%), máquinas e equipamentos (-1,9%) e produtos de madeira (-0,7%).

    A expectativa é de que a metalurgia melhore nos próximos meses em função da retomada da produção de veículos. E a produção de confecções também tende a melhorar porque grandes mercados como os do Sudeste e Nordeste do país reabriram o comércio pelo fato de já terem passado pela pior fase da pandemia. Além disso, a temperatura começa a subir um pouco, o que ajuda a aquecer as melhores vendas do ano, que são de produtos de verão.

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