A informação da União Europeia de que pode manter o Brasil fora da lista de países habilitados a exportar carnes para o mercado do bloco europeu preocupa a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). A restrição entrará em vigor dia 03 de setembro – em três meses – caso o Brasil não oferecer as garantias exigidas pelas autoridades sanitárias da Comunidade Europeia sobre o uso de antibióticos na produção.

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A Fiesc vê risco de desemprego na cadeia produtiva do setor se o estado perder essas vendas ao bloco europeu. A entidade alerta que ele absorve 7,5% das exportações da avicultura do estado, representando mais de US$ 170 milhões de faturamento por ano.

A Fiesc acompanha com atenção esse tema porque a produção e exportação de proteína de ave é um pilar forte da economia de SC, em especial para as vendas externas. O produto que traz mais receita com exportações do estado continua sendo a carne de ave.

 – Uma eventual proibição efetiva a partir de setembro preocupa a entidade, uma vez que redirecionar esse volume de produção para outros mercados no curto prazo representa um desafio logístico, comercial e operacional de grande magnitude – alerta a Fiesc em comunicado para a imprensa.

Além disso, a federação também mostra preocupação com as restrições para mel e pescados. Isso porque, embora as vendas desses setores tenham sido fracas nos últimos anos, elas registram retomada importante agora. O impulso vem principalmente com as maiores oportunidades do acordo Mercosul e União Europeia.

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Risco de perda de mercado preocupa

No comunicado, a Fiesc afirma que reconhece o trabalho que está sendo feito pelo setor privado e o governo brasileiro para resolver esse impasse, mas está preocupada com os riscos dessa situação.

– A Fiesc mantém-se em estado de alerta quanto à capacidade de o governo federal conduzir, com a devida agilidade e efetividade, as negociações necessárias para demonstrar conformidade com as exigências europeias dentro do prazo estabelecido – ressalta a entidade.

Além disso, a federação informa que vai seguir monitorando a evolução dessa negociação e que está à disposição para contribuir com informações, articulações e subsídios técnicos que possam apoiar uma solução favorável aos interesses da indústria do estado.