Florianópolis terá um salto na qualidade de serviços de saúde no segundo semestre deste ano, com a inauguração do MED-401, novo complexo de saúde na rodovia SC-401, que vai reunir o Hospital Baía Sul Mulher, uma área com mais de 100 unidades de serviços entre clínicas e consultórios médicos e laboratórios, e um hub de tecnologia e inovação em saúde. Uma das âncoras será a Fecondare, clínica que é referência em reprodução humana assistida em Santa Catarina.
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Um dos idealizadores do MED-401, o empresário do setor de tecnologia Moacir Marafon, explica que o projeto foi desenvolvido para oferecer num só lugar soluções completas de cuidado. A área de clínicas e consultórios terá mais de 100 operações com serviços diversos em saúde. Ao todo, o empresário estima que serão criados 1.200 postos de trabalho diretos, dos quais 700 no hospital.
Veja mais fotos sobre o complexo de saúde MED-401, a assinatura e a visita ao consultório-modelo:
O contrato com a Fecondare foi assinado nesta terça-feira (17) com a presença de um dos sócios fundadores e diretor técnico da instituição, o médico ginecologista Jean Louis Maillard. Nesta semana, também foram assinados outros contratos com clínicas e profissionais que vão integrar o complexo.
Entre os médicos que já confirmaram atuação no empreendimento estão a odontopediatra Luiza Dutra Lima, a cirurgiã oncológica Karine Perin Fernandes, o mastologista Adriano Meira Oliveira, a ginecologista Julia Sivieiro, o urologista Vicente Codagone Neto, a otorrinolaringologista Gabriel Robaskewicz Pascoto e as ginecologistas Mariel Correa Nepomuceno e Débora Siqueira.
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– Estamos estruturando um ecossistema com profissionais e instituições de referência em suas especialidades. Esses contratos refletem o interesse que o mercado tem demonstrado pelo projeto e marcam um avanço importante na construção de um espaço que conecta saúde, inovação e tecnologia – destaca Marafon.
Segundo ele, cada uma dessas três áreas – o hospital, o centro de serviços médicos e o hub de tecnologia vai ocupar cerca de 33% da área do MED-401. O empresário revela que a manifestação de interessados em ocupar espaços, tanto para as clínicas e consultórios quanto para a área de tecnologia supera expectativas, mas ainda é possível conseguir uma sala.
O Hospital Baía Sul Mulher, que terá um perfil único de serviços no estado, vocacionado à saúde da mulher, contará com uma estrutura diferenciada nessa área. Terá pronto atendimento exclusivo para ginecologia e obstetrícia, maternidade, UTI neonatal com 19 leitos, UTI adulto com 10 leitos, cinco leitos para parto natural e sete salas de cirurgia.
No espaço para tecnologia e inovação, o MED-401 vai abrigar somente empresas e startups voltadas à saúde. Esses negócios de tecnologia poderão interagir com todo o ecossistema de saúde – o Hospital Baía Sul Mulher, clínicas e consultórios – para oferta de serviços, aprimorar e validar suas soluções voltadas a essa área.
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– O MED-401 será um complexo voltado à promoção da saúde. Embora vocacionado à mulher, não será exclusivo para atendimento da mulher. Teremos mais de 100 salas de clínicas e consultórios, o hospital e um hub de inovação todos voltados para melhorar o cuidado com a saúde, a prevenção – destaca Marafon.
Uma das instituições alinhadas com esse conceito é a clínica Fecondare, que ocupará o maior espaço dentro da área de serviços de saúde, mais de 500 metros quadrados. Os investimentos na unidade serão da ordem de R$ 5 milhões na aquisição de equipamentos e mobiliário. A equipe de colaboradores, que hoje está em 11, deverá, no mínimo, ser duplicada.
A Fecondare está completando 20 anos de atuação. Foi fundada em 2005 pelos médicos ginecologistas Jean Maillard, Ricardo Nascimento, Ana Lúcia Zarth e Marcelo Costa Ferreira. Tem, hoje, como sócia também a embriologista Fernanda Peruzato.
– A nossa clínica é voltada à reprodução humana assistida. Quando foi apresentado esse projeto, entendemos que nós deveríamos ficar junto dessa estrutura. Ela é extremamente diferenciada e nos dá segurança. Se uma paciente tiver qualquer grau de complicação – risco que é inferior a 1% – tem um hospital ao lado para atendimento – afirma Maillard.
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O médico observa que em função da priorização da carreira, muitas mulheres estão postergando o sonho de serem mães, por isso clínicas como a Fecondare têm mais procura para os diversos serviços que prestam, desde o congelamento de óvulos até as diversas alternativas de fecundação assistida. Maillard revela que há quatro anos atendia uma mulher a cada 15 dias interessada em congelar óvulos. Hoje, atende três por semana.
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