Acordo entre o governo de Santa Catarina e a Celesc para a empresa fazer a gestão de barragens de contenção de cheias do Vale do Itajaí e estudos sobre potencial energético das mesmas foi assinado na tarde desta terça-feira, em Florianópolis. O plano do Estado é fazer também mais duas barragens para conter chuvas, que poderão ser pequenas usinas hidrelétricas.

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Estas ações integram pacote de medidas assinado nesta terça-feira na Celesc. As barragens já em operação que terão futura gestão da Celesc e estudo sobre geração de energia são as de Ituporanga, Taió e José Boiteux. As duas novas que já têm licença para construção são as de Mirim Doce e Petrolândia.  

– Nós estamos preparando a licitação para fazer através da Secretaria de Infraestrutura do Estado de Santa Catarina que cuida de construção de barragens também. E, depois, quem vai gerenciar as barragens será a Celesc. Mas, desde o projeto eles vão verificar a possibilidade de essas barragens poderem produzir energia – afirmou o governador Jorginho Mello.

Segundo o governador, a receita vinda dessas novas usinas será usada para fazer projetos de proteção ambiental. Ele disse que o governo do Estado também espera recursos do governo federal para outras ações de contenção de enchentes na região. No caso da barragem de José Boiteux, a geração de energia deve resultar em royalties para os indígenas.

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De acordo com o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, a companhia tem condições de fazer esse trabalho de gestão de barragens de contenção de cheias em conjunto com a Defesa Civil.  Ela já faz o controle das 14 pequenas usinas que tem atualmente.

– A celesc tem pequenas centrais hidrelétricas que abastecem cerca de 3% de energia do Estado. Então tem expertise, tem sala de controle, já fazemos isso tudo remotamente nas usinas que são nossas e há o fato de agregar essas novas. Vamos fazer a manutenção, preparar o sistema para que seja monitorado remotamente, deixar tudo em condição de operar daqui – explicou o presidente da Celesc.

Conta de luz R$ 70 milhões menor ao Estado

No pacote de medidas assinado nesta terça-feira também foi feito um acordo de cooperação entre a Celesc e o governo estadual para economia de R$ 70 milhões na conta de luz da administração estadual em cinco anos.

Essa economia será alcançada com eficiência da gestão de consumo dos órgãos do poder executivo, que será feita pela Celesc. Uma das estratégias será a opção por contratos de consumidor livre para órgãos que comportam isso. Outra, será geração solar própria.

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Segundo o governo, os órgãos do Estado que têm elevado consumo como hospitais, penitenciárias, secretarias de Saúde e Educação poderão migrar para o mercado livre. As unidades de consumo na baixa tensão poderão contar com energia vinda de geração solar. São 3.400 unidades nesse segmento.

Outra assinatura desta terça-feria foi convênio com o Ministério Público de SC para uso de energia da usina solar fotovoltaica de Campos Novos. O chefe do Ministério Público do Estado, Fábio Trajano, participou da assinatura.

Eficiência energética terá R$ 27 milhões

O pacote de energia incluiu duas ações na área de eficiência energética, que somam R$ 27 milhões. A Celesc anunciou R$ 15 milhões para o novo edital do Programa de Eficiência Energética Aneel e Celesc 2023. Desse total, R$ 7,5 milhões serão para o setor industrial e R$ 7,5 milhões às demais classes de consumo.

Também foi assinada ordem de serviços de R$ 12 milhões para 10 projetos da chamada pública de 2022. Nesse caso, são contemplados hospitais, asilos, instituições de ensino, iluminação pública e edifícios públicos.

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