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    Por que o PIB de Santa Catarina foi melhor que o do Brasil em 2020

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    Por Estela Benetti
    03/03/2021 - 08h57 - Atualizada em: 03/03/2021 - 11h44
    Movimento no Centro de Florianópolis
    Movimento no Centro de Florianópolis (Foto: Diorgenes Pandini)

    Quando a pandemia se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil em março de 2020, trouxe junto uma certeza: a crise sanitária seria profunda e também causaria uma crise econômica de grandes proporções. O Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou a estimar queda de 9% para a economia brasileira. Mas o ano avançou e os números foram ficando menos piores. O IBGE informou nesta quarta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve queda de 4,1% no ano passado e a prévia do PIB de Santa Catarina, calculada pelo governo estadual, indica queda de 0,9%, 3,5 vezes menor do que a nacional.

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    Considerando os grandes setores econômicos, no Brasil a agropecuária cresceu no ano passado 2%, a indústria caiu 3,5% e os serviços recuaram 4,5%. Em Santa Catarina, a agropecuária cresceu 2,6%, a indústria caiu 3,9% e os serviços, que pesam cerca de 65% no PIB, recuaram 0,4%.

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    A economia catarinense teve um desempenho melhor do que a nacional no ano passado por diversas razões. A principal é que conta com uma economia diversificada em todos os setores e já vinha num ritmo mais acelerado do que a média do país. Um dos diferenciais do Estado é uma participação maior da indústria, que responde por cerca de 26% do PIB estadual e por 34% dos empregos com carteira assinada, o que impulsiona outros setores econômicos. Outro diferencial são as exportações diversificadas.

    A agropecuária catarinense só não foi melhor porque teve o impacto da seca, por isso enquanto a pecuária cresceu 6% em 2020, a agricultura recou 0,2% devido à seca. Na indústria, chamou a atenção o crescimento de 10,4% na construção civil, mas outros setores como máquinas e aparelhos elétricos (8,5%) e máquinas e equipamentos (6,7%) também se destacaram positivamente. O comércio, que integra os serviços, cresceu 5,6%. Com isso, garantiu à conta de serviços de SC um resultado bem melhor que o nacional.

    Essa atuação diferenciada da economia do Estado também se destacou na pandemia porque diversos setores venderam mais no Brasil em função do auxílio emergencial e do maior consumo das famílias em isolamento. Entre os dados que resumem o impacto da boa performance econômica catarinense estão a geração de 53.050 empregos formais em 2020 (o maior número do Brasil), saldo de 115.074 novas empresas e o superávit de R$ 2 bilhões na receita do governo estadual.

    O primeiro semestre do ano começou difícil pelo avanço da pandemia. Mesmo assim, a tendência é de que SC mantenha uma boa performance econômica, com expectativa de melhora no segundo semestre, quando mais brasileiros estiverem vacinados contra a Covid-19.

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