O primeiro mês do ano de 2026 foi de recuo fora da média para a produção industrial de Santa Catarina. O setor registrou em janeiro queda de 6,5% na atividade industrial frente ao mesmo mês de 2025, apurou a pesquisa mensal do IBGE. No acumulado do ano até janeiro, o setor cresceu 2,0% no estado e em janeiro ante o mês anterior (dezembro), com ajuste sazonal, caiu -1,7%. Dos 14 setores industriais pesquisados pelo IBGE em SC, 12 tiveram queda em janeiro.
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Neste mês, o resultado de SC foi pior que a média do país, que ficou com alta de 0,2% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2025, mas no acumulado de 12 meses, o setor cresceu apenas 0,5% no país. Em janeiro frente ao mês anterior, dezembro, com ajuste sazonal, o setor cresceu no país 1,8%. A maioria dos estados mais industrializados teve queda em janeiro frente ao mesmo mês de 2025.
O presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Gilberto Seleme, atribuiu a queda do primeiro mês do ano ao ciclo de alta dos juros no Brasil, que limita o acesso ao crédito, e também às turbulências do mercado internacional.
O setor que registrou a maior retração em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado foi móveis, com recuo de -25,9%. A causa principal foi o tarifaço dos Estados Unidos, informou o Observatório Fiesc, lembrando que em janeiro, as exportações do segmento de madeira recuaram 56,25% para o mercado americano frente ao mesmo mês de 2025.
Outro setor que viu as vendas caírem em janeiro 24,9% foi o de fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias. Segundo o Observatório, a causa principal foi o juro básico alto, da taxa Selic. Os juros de 15% também impactaram no setor de máquinas e equipamentos, que teve retração de 18,2% no primeiro mês do ano.
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Os únicos que cresceram em janeiro na indústria de SC foram alimentos (0,9%) e produção de itens de borracha e plástico (5,3%).
No grupo dos que caíram, também tiveram recuo expressivo os grupos de máquinas e equipamentos elétricos (-13,9%), produtos de metal (-13,2%), produtos têxteis (-9,8%), confecções (-5,9%), metalurgia (-3,1%) e minerais não metálicos (-2,3%).
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