Após dois meses de queda, o comércio de Santa Catarina fechou maio com alta de 6,4% em volume de vendas frente ao mesmo mês do ano passado. Foi o maior crescimento nacional nessa comparação, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (8) pelo IBGE.
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Frente ao mês anterior, SC registrou alta de 18,1%, a quinta maior do país e a maior do Estado na série histórica iniciada em 2001. No acumulado do ano, as vendas ficaram estáveis e nos últimos 12 meses subiram 5,6%.
Em fase de isolamento para conter a pandemia, os números do varejo catarinense melhores do que a média nacional resultam da decisão do governo do Estado de retomar a maior parte das atividades econômicas a partir de abril. Mas essa maior liberação também tem influenciado negativamente, com a elevação do número de casos de Covid-19, causando superlotação do sistema de saúde nos principais centros urbanos do Estado.
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Também sob o impacto da retomada em meio à pandemia, as vendas do varejo brasileiro, em volume, cresceram 13,9% em maio frente ao mês anterior, a maior variação da série do IBGE. Na comparação com maio do ano anterior tiveram queda de 7,2%, recuaram 3,9% no ano e ficaram estáveis em 12 meses. No varejo ampliado, que inclui materiais de construção e veículos, as vendas nacionais registraram alta de 19,6% em abril em relação ao mês anterior, caíram 5,2% frente ao mesmo período do ano passado e 0,6% no ano, mas cresceram 2,7% em 12 meses.
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Em SC, as vendas do varejo ampliado, em volume, tiveram alta de 22,1% em maio frente ao mês anterior, caíram 4,4% em relação ao mesmo mês do ano passado e 5,1% no acumulado do ano, e cresceram 4,4% nos últimos 12 meses. Em receita, o varejo ampliado de SC cresceu 21% na comparação com o mês anterior, mas caiu 4% em relação ao mesmo período de 2019.
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No mês de maio, os grupos de produtos que cresceram em Santa Catarina frente ao mesmo período de 2019 foram supermercados e hipermercados (20,3%), eletrodomésticos (22,8%), móveis (7,2%) e materiais de construção (3,4%). Fecharam o período com queda os grupos de materiais de escritório e informática (-51,7), livros, jornais e revistas (-35,2%), veículos (-28,6%), combustíveis e lubrificantes (-12%), tecidos, vestuário e calçados (-12,2%), outros artigos domésticos (-13%).
Os dados gerais do varejo em maio sinalizam que, considerando o impacto da pandemia, o pior para o comércio catarinense já passou. Foi o mês de abril, quando as vendas caíram 7% frente ao mês anterior, com ajuste sazonal, e recuaram 7,5% em relação ao mesmo mês de 2019.
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Apesar do número de casos de Covid-19 estar crescendo no Estado, com projeções indicando pico neste mês ou início de agosto, portanto, o momento mais crítico da pandemia no Estado, não existem sinais de que o governo estadual fará um novo lockdown, a exemplo do que decretou no final de março. Assim, o ritmo geral da economia seguirá maior que o de abril, mês que caminha para ser o “fundo do poço” da recessão econômica estadual em função do novo coronavírus.
