Os serviços seguem crescendo em Santa Catarina e também no país, graças ao retorno das atividades presenciais e volta da demanda no setor reprimida durante a pandemia. Mas o varejo ampliado e a indústria apresetam mais dificuldades. É isso que mostram as pesquisas relativas a setembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que são a base do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB).

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No Estado, os serviços cresceram 2,6% em setembro, em volume, frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano passado tiveram alta de 9,8%, no acumulado do ano cresceram 5,4% e nos últimos 12 meses avançaram 6,6%.

Considerando os grupos pesquisados, os serviços de informação e comunicação cresceram 20,7% em setembro frente ao mesmo mês de 2021. Serviços para as famílias tiveram alta de 15,5%, os transportes avançaram 8%, e outros serviços, 15,7%. A única retração foi nos  serviços profissionais, administrativos e complementares, de -11,6%.

Varejo ampliado recua no mês

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O comércio ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, foi um setor que teve retração em setembro, em volume. Caiu -2% frente ao mês anterior na série com ajuste sazonal, cresceu 2,1% na comparação com o mesmo mês de 2021, também teve desempenho positivo de 3,1% no acumulado do ano e 2,5% na média dos últimos 12 meses.

As altas mais importantes foram as vendas de combustíveis, de 34,2% em setembro frente ao mesmo mês do ano anterior, veículos e peças 3,7%, hipermercados e supermercados, 1,8%. Papelaria, livros e jornais subiram 51,8% e equipamentos para escritório 27,7%. Materiais de construção recuaram -14,6%, têxteis e vestuário, -15,4%.

O desempenho do varejo ampliado mostra o impacto positivo do ICMS menor nos combustíveis e a aceleração da venda de alimentos impulsionada pelo Auxílio Brasil de R$ 600. Mas os setores que dependem de crédito estão sofrendo mais, em especial as vendas de materiais de construção, móveis e veículos.

Indústria continua em retração

O IBGE mostrou também que a produção industrial catarinense, em setembro, teve queda de 5,1% frente ao mês anterior na série com ajuste e caiu também 5,1% no acumulado de 12 meses. Frente a setembro do ano passado, o setor teve queda de 6,2% e no acumulado de 2022 teve retração de 3,9%.

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Um ponto positivo é que considerando os trimestres, no terceiro (de julho a setembro) a retração ficou em -1,%, a menor trimestral no ano. Isso porque nos três primeiros meses a queda alcançou -9% e nos três segundos meses, -1,8%.

Os setores com maiores contribuições positivas no comparativo de setembro frente ao mesmo mês do ano passado foram os produtos alimentícios (8%) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (3,2%).

Os setores com maiores decréscimos nessa base de comparação foram produtos têxteis (-20%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-29,7%), minerais não metálicos (-20%), produtos de madeira (-27,6%).

Apesar dos altos e baixos, o cenário é de crescimento do PIB nacional este ano em 2,77%, segundo a pesquisa Focus. Para o ano que vem, a projeção de crescimento para a economia é de 0,70%. Nos últimos anos, SC tem crescido acima da média nacional, mas, este ano, está mais dentro da média. A expectativa é de que a Copa do Mundo e as festas de final de ano aqueçam um pouco mais a economia nestes dois últimos meses de 2022.

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