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SC terá salto na oferta de gás natural em 2022 com terminal de GNL

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Por Estela Benetti
01/08/2021 - 11h00 - Atualizada em: 03/08/2021 - 08h31
Imagens do projeto do terminal de gás natural liquefeito (GNL) em SC
Imagens do projeto do terminal de gás natural liquefeito (GNL) em SC (Foto: NFE, Divulgação)

Desde o segundo semestre de 2020 Santa Catarina registra consumo de gás natural acima da média, após a parada na economia no começo da crise sanitária. Mas o Estado contará salto na oferta do insumo em meados do primeiro semestre de 2022 com o início das operações do Terminal de Gás Sul (TGS), unidade de gás natural liquefeito (GNL), em São Francisco do Sul. O fornecimento será mais do que o dobro do atual de 2,5 milhões de metros cúbicos dia. A expectativa era de que a obra ficaria pronta em pouco mais de um ano após a licença ambiental de instalação (LAI) concedida em maio, mas a empreiteira Tenenge, que assumiu o projeto da multinacional americana New Fortress Energy (NFE), vai conseguir antecipar a conclusão da instalação para o final de março ou em abril do ano que vem.

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Conforme o presidente da SCGás, Willian Anderson Lehmkuhl, essa antecipação será possível porque a Tenenge conseguirá executar a obra em cinco frentes ao mesmo tempo. Ele afirma que esse projeto vai permitir atender as necessidades de expansão do consumo em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e ainda terá excedente para São Paulo.

O investimento é de US$ 77 milhões (R$ 401 milhões) e o projeto teve início com a multinacional norueguesa Golar Power, que em janeiro deste ano foi comprada pela companhia americana NFE, que tem sede em Nova York. A licença ambiental para instalação do TGS foi concedida pelo Instituto do Meio Ambiente de SC (IMA) no final de maio deste ano.

Atualmente, o Estado conta com oferta contratada de 2,1 milhões de metros cúbicos fornecidos pelo gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), mas usa 2,5 milhões de metros cúbicos. Para usar mais, paga taxa adicional. O TGS vai fornecer 15 milhões de metros cúbicos. Para SC, a expectativa é de que sejam destinados cerca de 7 milhões de metros cúbicos adicionais. Está prevista a construção de uma usina termelétrica pela Engie Brasil Energia em função dessa oferta de GNL.

- Esse novo terminal vai permitir um impulso fantástico na oferta de gás natural. Todos os segmentos de consumo serão beneficiados em Santa Catarina: a indústria, geração termelétrica, o gás natural veicular (GNV) e o mercado urbano – afirma Lehmkuhl.

Segundo ele, a SCGás está se preparando para uma mudança no perfil de consumo, com fornecimento maior para consumidores residenciais, comerciais e de serviços. Com o objetivo de mostrar as vantagens do gás natural para esses segmentos urbanos, a companhia participa como fornecedora oficial da mostra Casa Cor, que acontece em Florianópolis.

Muito difundido em países com clima mais frio, o consumo de gás natural residencial atende demandas para preparo de alimentos, aquecimento de água e de ambientes. Esse mercado também gera uma série de negócios para fornecimento de serviços. A SCGás está fazendo parcerias para formar técnicos com esse objetivo.

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Estela Benetti

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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