A SCGÁS, concessionária de distribuição de gás natural em Santa Catarina, anuncia que vai investir neste ano R$ 104,8 milhões, 7% mais do que em 2025. De acordo com a companhia, serão priorizados projetos urbanos, adensamento da rede e melhorias operacionais para aumentar a segurança, a eficiência e a capacidade de atendimento do sistema de distribuição de gás natural. O objetivo é alcançar crescimento da rede, inclusão de novos clientes e reforço da infraestrutura em diferentes regiões do estado.

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– Nosso plano de investimentos para 2026 mostra que estamos crescendo com planejamento, responsabilidade e visão de futuro. Seguimos ampliando a rede, modernizando o sistema e levando o gás natural a mais regiões do estado, com foco em segurança, eficiência e desenvolvimento de Santa Catarina – destaca o diretor-presidente da SCGÁS, Otmar Müller.

Do orçamento de R$ 104,8 milhões, R$ 76,6 milhões serão para a área de engenharia, para a implantação de 105,2 novos quilômetros de rede. A maior parte (92,4%) será em polietileno de alta densidade (PEAD). O gerente de engenharia Fernando Margarida, explica que a escolha desse material está diretamente relacionada às vantagens do uso desse material para áreas urbanas adensadas.

– O uso de tubulações em PEAD agiliza as obras. O material é mais fácil de manusear, ocupa menos ruas e calçadas durante a execução e reduz a necessidade de grandes valas, o que diminui as interferências nas vias públicas – explica Fernando Margarida.

A companhia estima que, com esses investimentos, vai conquistar este ano mais de 8.134 novos clientes. O maior crescimento está no segmento residencial. A previsão é de 8.040 novas unidades, cerca de um terço a mais que em 2025, impulsionado principalmente por novos empreendimentos imobiliários.

Para o segmento comercial a SCGÁS prevê mais 74 novas ligações. No setor industrial, onde está o grande volume de vendas da companhia, a projeção é atender mais 19 indústrias. No setor automotivo, com o gás natural veicular, a prioridade será o crescimento no segmento de frotas pesadas porque o uso desse combustível para caminhões e ônibus é mais sustentável do que o óleo diesel.   

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De acordo com a SCGÁS, as obras de expansão para este ano serão em 13 municípios do estado. Em Joinville, Itajaí, Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Porto Belo, Tijucas, Florianópolis, São José, Palhoça, Criciúma, Tubarão e Lages. Após essa expansão, a companhia estará com serviços em 73 municípios catarinenses.
Entre os investimentos que serão feitos, um foco será o adensamento da rede, que consiste em conectar mais clientes que estão próximos das redes de tubulações de gás natural. Além disso, serão feitas obras para aumentar a segurança e confiabilidade do abastecimento.  

Um desses projetos será no Sul do estado. Será a interligação do novo Ponto de Entrega (PE) de Siderópolis, que é a estrutura onde o gás entra na rede de distribuição, e a conexão dos PEs de Tubarão, Urussanga e Nova Veneza. Essas interligações, segundo a empresa, permitem maior flexibilidade operacional e garantem o atendimento às demandas atuais e futuras.

Entre as renovações de ativos previstos estão a continuidade da modernização de equipamentos fundamentais para o funcionamento do sistema. Estão nos planos investimentos nas Estações de Regulagem de Pressão (ERP), que controlam a pressão do gás na rede; as Estações de Medição (EMED), responsáveis por medir o volume distribuído; e os Sistemas de Odoração (SDO), que adicionam o odor característico ao gás para facilitar a identificação de vazamentos e reforçar a segurança.

A SCGÁS também acaba de divulgar o seu planejamento de longo prazo, o Plano Plurianual de Negócios (PPN), que prevê investimentos de R$ 568,2 milhões nos próximos cinco anos, de 2026 a 2030. A companhia definiu que nesse período vai implantar 496,8 quilômetros de rede de distribuição de gás natural, conquistar mais clientes no mercado urbano de imóveis (residências e empresas), ampliar a presença como fornecedora industrial e também fornecer mais para frotas de caminhões. O objetivo é fornecer gás natural no estado com sustentabilidade no curto, médio e longo prazo.

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