Entre os setores muito preocupados com o aumento da carga de impostos devido a reforma tributária está o de tecnologia da informação. Por isso a diretoria da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) se reuniu nesta quinta-feira com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Fett para alinhar ações. Decidiram agendar reuniões em Brasília, logo na volta do recesso, com os senadores de SC, com o relator Eduardo Braga (MDB-AM) e com parlamentares da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática para falar sobre o tema.

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Setor de tecnologia alerta que reforma tributária pode gerar crise e cobra alíquota menor

Participaram da reunião com Fett o presidente da Acate, Iomani Engelmann; o vice-presidente de Relacionamento da entidade, Diego Brites Ramos; o diretor de Inovação e Novos Negócios, Silvio Kotujansky; e a gerente de Programas Estratégicos, Natália Ferreira. O objetivo da presença em Brasília será ampliar as discussões sobre os riscos de aumento da carga e como podem ser reduzidos.

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No Senado, já foi apresentada proposta de audiência pública para debater os impactos da reforma tributária ao setor de tecnologia da informação. Cálculos de entidades do setor apontaram que se o IBS, que será o IVA de estados e municípios ficar em 25% ao setor, a alta da carga tributária pode ser de 189% ou maior, dependendo da alíquota de ISS ser hoje de 2% ou 5%.

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– A mobilização pela revisão dos pontos que prejudicarão o setor começará por Santa Catarina e mobilizará entidades e empreendedores de todo o país. Desde a semana passada já nos mobilizamos para contribuir com a discussão do tema e fazer com que um dos setores que mais cresce no Estado e representa 6% do PIB não seja prejudicado pela necessária atualização da legislação tributária – argumenta o secretário Marcelo Fett.

O projeto da reforma tributária aprovado na Câmara contempla alíquota especial a alguns setores, entre os quais serviços de educação e saúde, medicamentos, equipamentos médicos, transporte coletivo de passageiros e produções culturais.

Muitas medidas propostas na Câmara poderão ser revisadas no Senado, mas os especialistas em reforma tributária e o próprio governo desejam que sejam feitas mínimas alterações porque o modelo de imposto de valor agregado gera equilíbrios e todos ganham. Esse será um obstáculo a ser enfrentado pelo setor de tecnologia, que está fazendo uma mobilização nacional.  

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