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    Segundo turno

    Ausência de Mário Hildebrandt ao debate, em Blumenau, encerra uma campanha cheia de lacunas

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    Evandro
    Por Evandro de Assis
    27/11/2020 - 23h12 - Atualizada em: 27/11/2020 - 23h15
    Debate seria a última oportunidade de aprofundar temas cruciais para a cidade
    Debate seria a última oportunidade de aprofundar temas cruciais para a cidade (Foto: Patrick Rodrigues)

    Blumenau chega ao fim de semana decisivo das Eleições 2020 sem que questões cruciais para o futuro da cidade tenham sido debatidas em profundidade. Com 12 candidatos de largada e dois gestores experientes no segundo turno, era de se esperar planos concretos, mas a campanha termina com muitos slogans e poucas propostas de impacto para os próximos quatro anos.

    A ausência do prefeito e candidato à reeleição Mário Hildebrandt (Podemos) ao debate decisivo, na NSC TV, sexta-feira (27) à noite — e à sabatina do Santa, na noite anterior, alegando questões de saúde —, encerrou um processo eleitoral cheio de lacunas.

    Não que o prefeito fosse correr enormes riscos na televisão. 

    A última sondagem da Paraná Pesquisas feita a pedido da NSC Comunicação, mostra um quadro praticamente inalterado em relação ao levantamento de domingo passado (22). Hildebrandt lidera com folga, tem menor rejeição que João Paulo Kleinübing (DEM) e desponta como favorito. Mesmo eleitores que votarão em Kleinübing responderam que acreditam na vitória do atual prefeito.

    A decisão de não participar do debate, apoiada em um atestado médico, e a reação imediata de eleitores nas redes sociais puseram um asterisco na vitória provável. Foi o desfecho de uma campanha eleitoral que fica devendo.

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    Como melhorar o transporte coletivo a ponto de convencer mais blumenauenses a deixar o carro em casa? A prefeitura vai subsidiar a tarifa? Há espaço para rediscutir o contrato com a Blumob?

    Que projetos serão encampados para tirar carros do Centro e desafogar o tráfego? Quais serão os próximos passos para dotar Blumenau de um anel de contorno entre os bairros mais populosos?

    Que medidas devem ser tomadas para recolocar a qualidade da educação municipal nos trilhos após a pandemia? Como reverter a queda no desempenho dos alunos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)?

    O que o município fará para equilibrar as contas e voltar a pagar o Issblu em dia? Onde há espaço para economia no orçamento municipal e que estratégias serão adotadas para aumentar a arrecadação sem escorchar os contribuintes?

    Por último e mais imediato: o que o sistema municipal de saúde fará para reduzir a velocidade de contágio do coronavírus? Que práticas bem-sucedidas mundo afora podem ser adotadas para identificar os doentes mais rápido e evitar uma terceira onda?

    O vencedor de domingo será responsável por liderar a cidade na discussão e implementação de políticas que funcionem de fato. A fase da propaganda acabou.

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