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    Pandemia de Covid-19

    Gestoras de saúde pedem demissão alegando pressão política no Alto Vale do Itajaí

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    Evandro
    Por Evandro de Assis
    03/08/2020 - 13h07
    Grupo formado por secretários de saúde defendeu medidas mais restritivas
    Grupo formado por secretários de saúde defendeu medidas mais restritivas (Foto: Divulgação)

    As secretárias de Saúde que lideravam as ações regionais de combate à pandemia de Covid-19 no Alto Vale do Itajaí renunciaram às cadeiras na Comissão de Intergestores de Saúde (CIR). Coordenadora, vice e a secretária geral deixaram os cargos. O motivo são desentendimentos com prefeitos sobre a adoção de medidas restritivas.

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    Em uma carta conjunta de renúncia, a coordenadora Claudia Ferreira (Imbuia), a vice Simone Zavaglia Souza (Lontras) e a secretária geral Elisângela Scheidt Roncalio (Ituporanga) apontaram “manifestações desrespeitosas” e o embate da saúde versus política/economia como razões para a decisão.

    — Não dá para atuar tecnicamente frente a uma pressão política tão grande que a gente vem enfrentando nos últimos dias — lamentou Claudia.

    Desde que o Estado elevou o status da pandemia no Alto Vale para gravíssimo, as tensões aumentaram. A CIR discutia novas medidas a serem tomadas regionalmente pelos prefeitos, envolvendo limites ao comércio e a restaurantes, entre outros, mas o embate acabou em críticas consideradas ofensivas pelas três secretárias de saúde.

    Novas medidas restritivas começaram a valer nesta segunda-feira (3) para 28 municípios do Alto Vale. Bares e restaurantes só podem funcionar de segunda a sexta-feira até 18h, com serviço de entrega liberado após esse horário. Hotéis não podem receber novos hóspedes e as cirurgias eletivas estão suspensas. O comércio não essencial deve funcionar com 50% da capacidade. A coluna apurou que a CIR havia solicitado a implementação de restrições mais rigorosas, mas não foi atendida.

    Também nesta segunda, antes da renúncia coletiva, o grupo de secretários de saúde decidiu que, a partir de agora, caberá aos prefeitos da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) deliberar sobre eventuais restrições. Uma nova diretoria deverá ser eleita para compor a CIR.

    O presidente da Amavi, prefeito de Petrolândia, Joel Longen, não foi encontrado para comentar a decisão das secretárias.

    Pandemia em ascensão

    Com casos e internações em ascensão, o Alto Vale do Itajaí vem sendo alvo de preocupações do Estado e de municípios do Médio Vale do Itajaí. Os três hospitais da região, juntos, têm apenas 14 leitos para Covid-19 ativos. Há a previsão de abertura de outros cinco no Hospital Bom Jesus, em Ituporanga.

    Pacientes do Alto Vale têm sido transferidos para os hospitais Oase, de Timbó, Santo Antônio e Santa Isabel, em Blumenau, o que tem gerado críticas do prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt.

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