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ENTREVISTA AO SANTA

Hildebrandt dispara contra o prolongamento da Via Expressa de Blumenau: “Obra pífia”

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Por Evandro de Assis
15/07/2021 - 06h32 - Atualizada em: 15/07/2021 - 06h37
Prefeito criticou o fato de que máquinas voltarão a apenas três dos 15,6 quilômetros da nova SC-108
Prefeito criticou o fato de que máquinas voltarão a apenas três dos 15,6 quilômetros da nova SC-108 (Foto: Patrick Rodrigues, BD, Santa)

Às vésperas da visita do governador Carlos Moisés (sem partido) a Blumenau para autorizar o reinício do prolongamento da Via Expressa, a nova SC-108, o prefeito Mário Hildebrandt (Podemos) disparou contra a obra abandonada e a pouca disposição do Estado em negociar a municipalização da Rua Doutor Pedro Zimmermann. Ele falou sobre o assunto durante o programa Santa 3 por 4, quarta-feira (13) à noite, e criticou o fato de que as máquinas só vão trabalhar em três dos 15,6 quilômetros de rodovia a ser construída:

— É uma obra pífia perante a necessidade que a gente tem — criticou.

Hildebrandt enfatizou que o canteiro de obras está abandonado há quatro anos, “dois anos e meio do governo Moisés”, e disse que o Estado deveria ter começado os trabalhos pela Vila Itoupava se o trecho próximo à BR-470 estava com problemas. O prefeito minimizou os benefícios que três quilômetros de prolongamento trarão à cidade:

— Mesmo concluídos daqui dois ou três anos, esses três quilômetros vão emendar com pouco adiante. Não vamos resolver o problema de mobilidade da Itoupava Central.

Os 12,6 quilômetros restantes estão pendentes de adequações no projeto, desapropriações e licenças ambientais. Um elevado sobre a Rua Guilherme Scharf foi contratado à parte, junto a outra empreiteira. E a duplicação do viaduto sobre a BR-470 não faz parte do projeto. O secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira, disse à coluna que os problemas serão resolvidos enquanto a Cetenco, empreiteira do prolongamento, trabalha no primeiro trecho.

As críticas de Hildebrandt ocorreram quando o questionei sobre a municipalização da Pedro Zimmermann — proposta que envolve o repasse de R$ 50 milhões pelo Estado a Blumenau e que foi recusada de pronto por Thiago Vieira. O secretário havia dito que o Estado não poderia entregar um patrimônio à prefeitura e ainda pagar por ele.

— Então ele que mantenha o patrimônio! É uma via que nem tapa-buraco está sendo feito de modo decente, o acostamento não existe, a segurança de travessia não existe — respondeu o prefeito.

Hildebrandt previu mais 10 anos para terminar todo o prolongamento, até a Vila Itoupava, revelando pessimismo com o andamento dos trabalhos. A visita de Moisés promete.

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