Macacos abrigados em Santa Catarina estão sendo vacinados com doses do imunizante contra a febre amarela desenvolvido para humanos. Por iniciativa do Projeto Bugio, de Indaial, ligado à Furb, o Ministério da Saúde liberou vacinas para testar se elas funcionam também para os macacos.

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Foram 44 animais vacinados em Indaial e outros 21 em Florianópolis, no Instituto Espaço Silvestre. No início de agosto, pesquisadores coletarão amostras de sangue dos bugios para verificar se desenvolveram anticorpos contra a doença. Os resultados integrarão estudo semelhante iniciado no Rio de Janeiro e que poderá servir de base para vacinar bugios em cativeiro no Brasil inteiro. Com a imunização, seria possível reintroduzir animais saudáveis em áreas onde a espécie foi dizimada pela doença.

No início de agosto, testes vão verificar se animais desenvolveram anticorpos
No início de agosto, testes vão verificar se animais desenvolveram anticorpos (Foto: Projeto Bugio, Divulgação)

No Vale do Itajaí, a epidemia de febre amarela silvestre, transmitida por mosquito, silenciou o ronco dos bugios. A pesquisadora Zelinda Maria Braga Hirano, que pesquisa a espécie há três décadas, constatou que todos os 57 bichos mapeados pelo projeto no Morro Geissler, em Indaial, morreram em decorrência do vírus. Os macacos em cativeiro só sobreviveram porque foram protegidos por mosquiteiros.

Não custa lembrar: os bugios não transmitem a febre amarela a humanos. Pelo contrário, servem de sentinelas contra a doença. Quando macacos aparecem mortos, dão o sinal para que as autoridades de saúde vacinem a população do entorno.

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