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    MINORIAS

    Nas conservadoras Pomerode e Blumenau, vereadores campeões de voto são LGBT

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    Por Evandro de Assis
    20/11/2020 - 10h06
    Cleide Kamchen e Bruno Cunha foram os mais votados para as Câmaras de Pomerode e Blumenau
    Cleide Kamchen e Bruno Cunha foram os mais votados para as Câmaras de Pomerode e Blumenau (Foto: Divulgação)

    Na eleição em que a diversidade foi destaque em todo o país, um sinal de avanço na representação de minorias na política passou quase despercebido no Médio Vale. Em Pomerode e Blumenau, cidades tidas como conservadoras, os campeões de votos para o Legislativo são políticos LGBT.

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    Bruno Cunha (Cidadania) vai para o segundo mandato, mas pela primeira vez foi o mais votado pelos blumenauenses. Na cidade vizinha, Cleide Kamchen (Podemos) passou de suplente, na eleição passada, a líder da corrida por uma vaga na Câmara.

    Ambos são advogados, posicionam-se no centro do espectro político, moderados e defendem a causa animal. Transparência e eficiência na gestão pública também fazem parte dos discursos dos dois eleitos. E as coincidências não param aí.

    Bruno e Cleide tornaram-se pioneiros, mas não empunham a bandeira da inclusão de gênero. Os direitos de cidadãos homossexuais, bissexuais e trans não são assuntos prioritários e praticamente passaram ao largo das campanhas dos dois vereadores eleitos.

    > Quem são os 15 vereadores eleitos para a Câmara de Blumenau.

    Cleide herdou dos pais o interesse pela política. O pai foi vereador, secretário municipal e chegou a concorrer à prefeitura de Pomerode. Atribui o sucesso da candidatura ao trabalho perto das comunidades e à atuação frequente nas redes sociais.

    Bruno Cunha também apostou na campanha digital. Ele mobiliza um eleitorado jovem e tem articulação com entidades do terceiro setor. A boa votação veio após um mandato em que passou a maior parte do tempo na oposição de um governo que, segundo as pesquisas, é bem avaliado.

    A presença dos dois campeões de voto nas câmaras de Blumenau e Pomerode não necessariamente significará uma ascensão das questões de gênero nos legislativos locais. De toda forma, tem poder simbólico e abre caminho para que mais segmentos da sociedade encontrem lugar no debate político.

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