Quase toda a bancada de Santa Catarina no Congresso e o governador Jorginho Mello (PL) estiveram com o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), na tarde desta quarta-feira (1º), em Brasília. Foi uma reunião para realinhar expectativas, sem resultado imediato. Mas com indicativos sobre o financiamento de obras em rodovias federais que cortam o Estado.

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Participaram os três senadores catarinenses e 14 dos 16 deputados federais — Ana Paula Lima (PT) e Julia Zanatta (PL) foram as exceções. A reunião durou quase uma hora e meia e incluiu uma apresentação sobre as obras em andamento ou prestes a começar no Estado.

Renan Filho trouxe um panorama otimista para frentes de trabalho como a duplicação da BR-470 e prometeu lançar até o fim do ano licitação para a construção de terceiras faixas na BR-282. Mas disse aos parlamentares que a disponibilidade de verbas depende da aprovação da reforma tributária e do novo arcabouço fiscal — prioridades do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Legislativo.

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Os parlamentares questionaram detalhes sobre as obras citadas. Ficou acertado que a bancada terá uma reunião técnica, provavelmente na próxima semana, com a superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Santa Catarina.

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Jorginho Mello (PL) solicitou ao ministro apoio para que os R$ 465 milhões do convênio assinado com o DNIT na gestão de Carlos Moisés (Republicanos) para acelerar obras federais sejam abatidos da dívida do Estado com a União. Renan Filho ouviu a demanda, mas a conversa não progrediu. O governador não disse se pretende continuar pagando os valores ainda pendentes.

No fim, o encontro serviu para pôr na mesma página as autoridades responsáveis por fazer andar os investimentos da União na infraestrutura catarinense. As soluções propriamente ditas ainda dependem de muitas condicionantes.

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