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Cobertor curto

Por que julho pode ser o pior mês da Covid-19 nos hospitais de Blumenau

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Por Evandro de Assis
01/07/2021 - 10h48
Pelas projeções da Unimed, Blumenau pode extrapolar capacidade de atendimento em UTIs pela primeira vez
Pelas projeções da Unimed, Blumenau pode extrapolar capacidade de atendimento em UTIs pela primeira vez (Foto: Leo Munhoz, BD, NSC Total)

Prefeitura de Blumenau, empresários e hospitais subiram o tom do alerta para a Covid-19 no mês de julho. Projeções da Unimed para a demanda de internações despertaram apelos para que a população evite expor-se ao contágio pelo coronavírus. Mas o que há de diferente (e mais grave) na situação atual em relação às três ondas anteriores?

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O principal complicador está nos próprios hospitais, que observam um aumento na demanda de outras enfermidades. Nos últimos 15 meses, cirurgias eletivas tiveram de ser suspensas por longos períodos para dar prioridade aos pacientes graves de Covid-19. Em nome da prevenção, muita gente deixou de sair de casa para acompanhamento de doenças crônicas. O resultado é que há mais pacientes de outras doenças chegando aos hospitais já em quadro grave.

Segundo o diretor-técnico do Hospital Santa Isabel, Marcos de Toni, 1,2 mil cirurgias ocorreram em junho, 400 delas de urgência e emergência. Cerca de 90 precisaram de um leito de UTI geral. A alta demanda dificulta a transferência de técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos intensivistas caso seja necessário ampliar novamente o número de vagas para UTI Covid-19. O cenário é o mesmo nos hospitais Santo Antônio e Santa Catarina.

— Temos uma fila em Blumenau de pacientes graves que precisam ser atendidos nos hospitais. Não temos mais como postergar esses atendimentos — disse De Toni, durante a live de quarta-feira (30) transmitida pela prefeitura.

Pelas contas da Unimed, nos próximos dias a Covid-19 exigirá todas as 66 vagas de UTI reservadas para a doença em Blumenau, e ao menos mais 21 dos chamados “leitos de guerra”, totalizando 87. No cenário mais pessimista, seria preciso abrir 101 lugares para pacientes em tratamento intensivo — o que superaria a capacidade de atendimento intensivo da cidade pela primeira vez nesta pandemia. Em outras palavras: haverá fila de espera.

Casos graves

Outra explicação para o sinal vermelho é que em 2021 a Covid-19 está com níveis mais altos de hospitalização. Embora o número de diagnósticos seja menor que no ano passado, há mais pessoas precisando de atendimento urgente. E pessoas jovens, o que aumenta o tempo de permanência dos pacientes nos leitos de enfermaria e UTI.

— O que estamos esperando para os próximos dias, se a gente tiver um aumento de casos de Covid de acordo com a projeção: o nosso cobertor vai ser curto — admitiu De Toni.

Os pacientes que serão atendidos em hospitais daqui 15 dias ainda não se infectaram com o coronavírus. Você será um deles?

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