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Escalada de internações

Prefeito de Blumenau acende sinal vermelho: "Há risco de colapso no sistema hospitalar"

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Por Evandro de Assis
11/07/2020 - 17h11 - Atualizada em: 11/07/2020 - 17h21
Ocupação de UTIs oficial é de 73%, mas situação é ainda pior
Ocupação de UTIs oficial é de 73%, mas situação é ainda pior (Foto: Patrick Rodrigues)

O sinal vermelho está aceso no sistema de saúde de Blumenau. Em uma transmissão ao vivo extraordinária pelas redes sociais, sábado à noite, o prefeito Mário Hildebrandt apresentou um salto na ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais por doentes de Covid-19. De acordo com os números da prefeitura, 73% de um total de 63 leitos estão ocupados. São 46 pessoas em estado grave, quatro a mais que sexta-feira.

Esse número, na verdade, não reflete exatamente a situação das UTIs de Blumenau, porque o município considera na conta leitos que não atendem pelo SUS, pediátricos e alguns que ainda nem estão prontos. O quadro é pior. Para entender, leia o texto publicado nesta coluna mais cedo.

— Há risco de colapso no sistema hospitalar — reconheceu o prefeito Mário Hildebrandt.

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Ele afirmou que na noite deste domingo deve anunciar novas medidas para controlar a transmissão do coronavírus. Hildebrandt voltou a criticar o comportamento da população, especialmente nos fins de semana, promovendo encontros domésticos e festas.

— É a mesma coisa que atravessar a faixa de pedestres sem olhar se o sinal está verde — comparou.

UTIs cheias em Blumenau

Uma nova reunião com hospitais ocorreu neste sábado. O secretário de Saúde, Winnetou Krambeck, afirmou que o maior gargalo é o número de profissionais especializados à disposição para trabalhar com tratamento intensivo.

— Não é qualquer profissional que trabalha em UTI. Posso falar por mim, não tenho expertise para trabalhar em leito de UTI. Os hospitais estão enfrentando problemas, as equipes que lá estão adoecem e é uma dificuldade real — admitiu.

Além dos hospitais, Hildebrand encontrou prefeitos da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi) para discutir o que fazer. Apesar de avisar que serão tomadas novas atitudes, Hildebrandt voltou a dizer que fechar a cidade não resolverá o problema. Não descartou fazer isso, entretanto.

A cada dia que passa, as alternativas ficam mais escassas.

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