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Reajuste de 25% nos táxis de Blumenau é sintoma de nova fase na disputa com aplicativos

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Por Evandro de Assis
24/02/2022 - 10h22
Tarifas haviam ficado seis anos sem aumento
Tarifas haviam ficado seis anos sem aumento (Foto: Gilmar de Souza, BD, Santa)

O preço da bandeirada dos táxis de Blumenau está 25% mais caro. O decreto publicado nesta quarta-feira (23) confirma um movimento, antecipado pela coluna, que começou no ano passado. Primeiro aumento em seis anos, é sintoma de uma nova fase na disputa entre táxis e aplicativos na cidade.

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Pela nova tabela, o quilômetro em bandeira 1 sobe de R$ 3,10 para R$ 3,70 e o quilômetro em bandeira 2, de R$ 3,70 para R$ 4,63. Diferente dos reajustes do passado, o quilômetro rodado descolou do valor da bandeirada — tarifa fixa cobrada na saída do carro —, que permanece congelado em R$ 5,35. Também não subiram o quilômetro rodado fora da cidade (R$ 1,85) e a hora parada (R$ 27,30).

Para consolidar esse reajuste parcial, foi preciso alterar uma lei na Câmara de Vereadores e avançar numa complicada negociação entre os próprios taxistas e com a Secretaria de Trânsito e Transportes, que regula o setor. 

A decisão é sensível porque, após seis anos de sofrimento na luta fratricida com aplicativos como Uber e 99, o táxi começou a sentir que voltou ao jogo. Em parte pelo longo congelamento de preços, mas também porque há uma reacomodação no mercado de motoristas privados.

Em grupos de profissionais nas redes sociais, são comuns reclamações sobre renda baixa e trabalho excessivo. Quem, de início, dedicava 100% da jornada a transportar passageiros, agora divide com entregas de mercadorias nas plataformas de comércio eletrônico ou tem a atividade de motorista como secundária, para momentos ociosos da profissão principal.

Taxistas têm recebido passageiros irritados com cancelamentos de corridas e dificuldade para encontrar carros disponíveis nos aplicativos. Foi-se o tempo da oferta alta e encantamento com veículos limpos, balinhas e afins. Por isso subir o preço agora era questão controversa. Tanto que, embora a defasagem calculada pela Seterb seja de 29%, representantes da categoria reivindicaram 25%, e só sobre o quilômetro rodado.

A saber como o mercado vai se reacomodar a partir do aumento decretado. Pelo andar da corrida, o transporte individual parece estar deixando de ser opção viável aos passageiros que abandonaram os ônibus durante a pandemia.

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