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    SC sabota volta às aulas ao fingir que nada está acontecendo na pandemia de coronavírus

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    Por Evandro de Assis
    12/02/2021 - 14h20
    Descuido dos catarinenses do lado de fora das escolas pode prejudicar aulas presenciais
    Descuido dos catarinenses do lado de fora das escolas pode prejudicar aulas presenciais (Foto: Reprodução)

    Uma nova onda da pandemia de Covid-19 forma-se em Santa Catarina enquanto a campanha de vacinação patina. Mesmo assim, como um prenúncio do que deve ser o Carnaval nas praias, jovens de Blumenau aglomeram-se em festas ao som de música alta. Na vida cotidiana, não fossem máscaras cobrindo rostos aqui e ali, ninguém diria que há uma doença contagiosa séria circulando.

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    Embora as evidências de risco estejam diante de todos, óbvias, está em curso uma sabotagem da volta às aulas na sociedade catarinense. Como se acreditassem que o vírus é sensível às necessidades educacionais de crianças e adolescentes, população e autoridades fingem que nada está acontecendo do lado de fora das escolas. A oficialização disso é o descarte de novas medidas para conter a transmissão da doença.

    > Seis das 17 regiões de Santa Catarina aplicaram menos da metade das vacinas recebidas.

    Há 19 dias seguidos Blumenau acompanha o surgimento silencioso de uma terceira onda da pandemia. Empinou o gráfico da média móvel de casos nos últimos sete dias, o número de internados em leitos de UTI voltou a crescer e a contagem de vítimas já atingiu 305.

    No Oeste, desgastou-se a palavra “colapso” para descrever o sistema hospitalar. Pacientes são transferidos a outras regiões porque não há socorro disponível para todos. De Joinville veio a confirmação de que a nova cepa brasileira do vírus, potencialmente mais transmissível, já circula entre os catarinenses. São mais de 3 mil casos novos por dia no Estado.

    Onze meses e duas ondas mortíferas depois, todo mundo já deveria saber para onde estamos caminhando. Diferente das outras vezes em que os números dispararam, no entanto, agora há milhares de crianças reunindo-se entre quatro paredes cinco vezes por semana. "Deixar o vírus circular", nesse contexto, além de provocar a tragédia já bem conhecida, transformará em voo de galinha o retorno às aulas presenciais.

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