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As lições do estudioso Abel Ferreira

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Faraco
Por Faraco
30/11/2021 - 14h44 - Atualizada em: 30/11/2021 - 15h08
Técnico Abel Ferreira durante a final da Libertadores 2021 contra o Flamengo
Técnico Abel Ferreira durante a final da Libertadores 2021 contra o Flamengo (Foto: Cesar Greco/ SE Palmeiras)

O Palmeiras bicampeão da América tem um principal nome e não é Deyverson, nem Breno Lopes - os atacantes que entraram para a história com os gols decisivos dos dois títulos. O nome do Palmeiras é Abel Ferreira, o treinador.

Quando este time for lembrado, vai ser lembrado como “o time do técnico Abel Ferreira”. Gostando ou não do estilo de jogo, o Palmeiras jogou como ele determinou que ia jogar. E venceu grandes confrontos para chegar aos dois títulos consecutivos de Libertadores da América. Não é pouca coisa.

O Palmeiras não jogou um futebol que encantou a todos, nem foi dominante ou mesmo amplamente superior. Mas teve um técnico que estudou muito seus adversários e que montou a cada jogo um time e teve diferentes estratégias detalhadas e definidas para vencer.

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Uma semana antes de partir para a decisão no Uruguai contra o Flamengo, Abel Ferreira repetia a frase “nós temos um plano”, após perder com o time reserva o clássico do Brasileirão contra o São Paulo.

Um contraste com o técnico adversário. Renato Gaúcho é o técnico que, na época do Grêmio, já dizia “futebol é que nem andar de bicicleta. Quem precisa, estuda, tem que ir pra Europa. Quem não precisa, pode tirar umas férias na praia sem problema algum. Quem sabe, sabe. Quem não sabe, vai estudar”. É o mesmo técnico que quis desfazer os feitos de Jorge Jesus dando a entender que com um time de 200 milhões era fácil.

Renato Gaúcho, demitido depois da derrota na final da Libertadores, já pode ir à praia agora
Renato Gaúcho, demitido depois da derrota na final da Libertadores, já pode ir à praia agora
(Foto: )

Abel estudou muito. Estudou o River Plate na semifinal de 2020, o Atlético-MG na semifinal de 2021, e o Flamengo na final do último sábado. Sofreu bastante nos jogos, mas tinha “um plano” e venceu. É bicampeão e um bicampeão tem que ter os méritos reconhecidos, mesmo sem achar bonita ou perfeita a maneira de jogar ou competir.

A lição é o estudo, a permanente tentativa de evolução. A busca por conhecimento. Esse é o caminho. “Quem sabe, sabe” ficou pra trás, levou um tombo e dos feios. Pode até ir pra praia agora, mas vai sem glória, nem taça.

Rodrigo Faraco

Colunista

Faraco

Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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