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Catarinense 2021: Arbitragem da decisão traz renovação necessária e riscos naturais

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Faraco
Por Faraco
21/05/2021 - 19h12
Luiz Augusto Silveira Tisne foi o árbitro da primeira semifinal entre Marcílio Dias e Chapecoense
Luiz Augusto Silveira Tisne foi o árbitro da primeira semifinal entre Marcílio Dias e Chapecoense (Foto: Márcio Cunha/ ACF)

Luiz Augusto Silveira Tisne é catarinense de Içara, tem 32 anos, e vai apitar pela primeira vez na carreira uma decisão de Campeonato Catarinense. É árbitro do quadro da CBF desde 2018. Trabalha na elite estadual desde 2019 e vem tendo mais confiança da Comissão. Está em melhor forma física e faz realmente o seu melhor ano.

É uma escolha significativa para uma final duríssima de conduzir, com muita rivalidade recente e latente de Avaí e Chapecoense.

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Tisne fez um bom campeonato. Merece a escala. Esteve na semifinal entre Marcílio Dias e Chapecoense em Itajaí. Tecnicamente fez uma boa arbitragem. Talvez tenha soltado muitos cartões no primeiro tempo, mas, no final das contas, o jogo não teve nenhuma reclamação forte e ele não influenciou no resultado.

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A renovação vem acontecendo, mas só se conhece os árbitros verdadeiramente nos grandes desafios das decisões. É o desafio de fogo para ele.

A Comissão de Arbitragem e a Federação acertam ao apostar na renovação, mas não deixam de arriscar também. Precisam dar segurança e respaldar Tisne para que ele esteja tranquilo e firme no domingo.

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Talvez fosse mais tranquilo para a FCF escalar um medalhão, mas há marcas que ficaram das finais entre Avaí e Chapecoense de 2017 e 2019. O Avaí até hoje contesta Héber Roberto Lopes pela expulsão do lateral esquerdo Capa na primeira decisão de 2017. A Chapecoense ainda não se conforma com o pênalti da discórdia de 2019, de Bruno Pacheco. O árbitro daquela final era Bráulio Machado. Então não estava fácil escolher, agradar e escalar. O caminho para colocar um novo árbitro ficou aberto.

Ramon Abatti Abel é o mais cotado para a finalíssima

Nos bastidores, a avaliação interna da Comissão, Ramon Abatti Abel é o árbitro mais bem avaliado do campeonato. Ele é o mais cotado, a primeira opção para conduzir a finalíssima em Chapecó. Não há passado, broncas recentes, que tenham a reprovação dos dois clubes. Correndo por fora ainda estão Rafael Traci e Rodrigo D’Alonso Ferreira. O sucesso ou não da arbitragem de Tisne no primeiro jogo pode influenciar na definição para a segunda partida. Não há como negar que uma coisa está ligada a outra.

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Rodrigo Faraco

Colunista

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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