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Debate aberto

Figueirense e Criciúma: trocar técnicos não vai resolver péssimas campanhas

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Faraco
Por Faraco
29/03/2021 - 19h23 - Atualizada em: 29/03/2021 - 19h30
Hemerson Maria está pressionado no Criciúma
Hemerson Maria está pressionado no Criciúma (Foto: Celso da Luz/ Criciúma EC)

Figueirense e Criciúma são clubes gigantes do futebol catarinense e não podem estar em 10º e 11º lugares, respectivamente, na tabela de classificação do Estadual 2021. E não podem aceitar passivamente esta condição.

Mas daí a discutir que a solução do problema passa pela simples troca do comando técnico é pura falta de convicção.

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Na verdade, o Figueirense não discute o técnico Jorginho, mas nas redes sociais alvinegras o debate está aberto. Faz parte da cultura do torcedor.

O Criciúma discutiu sim. Com reunião e votação nesta segunda-feira. Hemerson Maria está mantido pelo menos até o jogo de quarta contra o Próspera. Mas vai ter que ganhar.

O Figueirense contratou 19 jogadores. Jorginho está conhecendo ainda os atletas, características e personalidades.

O Criciúma trouxe 17 contratados. E Maria ainda vai ter muito trabalho pra achar o time.

E mais, ainda é preciso contratar e ajustar em algumas posições – nos dois times.

Jorginho e Hemerson Maria cometem seus erros, é verdade. Jorginho mexeu errado e desarrumou o sistema defensivo no final da partida contra a Chapecoense. Hemerson Maria poderia ter arriscado mais quando perdia para o JEC já neste domingo já no final do jogo.

Jorginho é um dos pilares do início de ano do Figueirense
Jorginho é um dos pilares do início de ano do Figueirense
(Foto: )

Jorginho peca muitas vezes por arriscar mais do que deveria. Hemerson Maria peca porque arrisca pouco, sempre preocupado com a defesa. É uma equação sempre complicada.

> Figueirense perde em casa para a Chapecoense por 3x1 pelo Catarinense

A questão tanto no Figueirense quanto no Criciúma não é trocar técnico. É muito mais profunda. É estrutural e leva longo prazo pra colocar o trem nos trilhos.

Os dois precisam ser cobrados. Têm a responsabilidade de colocar os dois times entre os oito classificados da primeira fase. Todo técnico gosta do processo de desenvolvimento da equipe, de ter tempo para trabalhar. Mas se minimamente não tiver resultado, a realidade é que não vai ter o processo, o tempo para trabalhar.

Em apenas seis ou sete partidas não se faz quase nada, quando se tem um grupo com 17 ou 19 novos jogadores. Demitir técnicos é jogar pra torcida e soltar a pressão. Dirigente que demite técnico com sete rodadas está sendo incompetente e incoerente, porque certamente convicção já não tinha nenhuma, desde que contratou.

Rodrigo Faraco

Colunista

Faraco

Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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