O documento publicado pelo Figueirense em seu site na noite desta sexta-feira causou alvoroço no torcedor alvinegro. São muitas dúvidas, preocupações, incertezas e até desconfianças depois de tudo que o clube passou nos últimos anos na tentativa de encontrar uma solução para a dívida e o futebol.

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Afinal de contas o que representava a operação que foi aberta ao público em geral e aos conselheiros? Era a venda SAF? Ou apenas uma simples emissão de debêntures com patrimônio, estádio e ginásio, em garantia? E o valor? R$ 70 milhões? Não eram R$ 120 milhões? Essa empresa CLAVE é a compradora, financiadora, ou intermediária na operação? 

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Da noite de sexta até a manhã deste sábado trabalhei em função de tentar esclarecer o máximo possível para o torcedor. Afinal, aos poucos o processo vai se tornando real e sendo exposto ao torcedor. Conversei com fontes do clube, de fora do clube, mas com conhecimento da operação que o Figueirense está realizando, e até gente do mercado financeiro, afinal “debêntures” não é palavra comum no universo do jornalismo esportivo. 

O que significa o documento publicado pelo Figueirense?

Ele é o início da operação e foi publicado no site por uma obrigação legal. É uma etapa formal que faz parte do processo nas emissões de debêntures, que preenche requisitos exigidos pelos órgãos reguladores do mercado financeiro. Com a publicação, o processo está oficialmente iniciado. 

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Figueirense está vendendo a SAF ou apenas emitindo debêntures para captar recursos?

Está vendendo a SAF e a emissão de debêntures é um meio para que isso ocorra. É uma via de mão dupla. A operadora, CLAVE, está adiantando o dinheiro da operação, como se fosse um financiamento simples. Ao mesmo tempo, em conjunto com o Figueirense, emite debêntures para captar recursos no mercado e remunerar a própria operação. 

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Por que o estádio e o ginásio aparecem em garantia?

Justamente por ser uma operação conjunta, entre Figueirense e a CLAVE, com resgate para os donos das debêntures em 2029, é preciso ter uma garantia da operação. Por isso entram o estádio e ginásio e terreno, como patrimônio em garantia.

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R$ 70 milhões? Não eram R$ 120 milhões?

Pelo que apurei o total da operação fecha em R$ 115 milhões. Os R$ 70 milhões do financiamento e emissão de debêntures, mais R$ 45 milhões da dívida fiscal do clube, que vai ser assumida pelo comprador da SAF.

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Afinal, quem é o comprador da SAF? É a CLAVE?

Essa é uma resposta que ainda não está esclarecida no processo. Mas a CLAVE é operadora, financiadora e possivelmente também é a compradora da SAF do Figueirense. E o comprador vai assumir integralmente a operação do futebol do Figueirense. 

Quais são os riscos?

São os riscos naturais de qualquer operação financeira. O torcedor sempre fica assustado quando vê o patrimônio sendo colocado como garantia, mas ao mesmo tempo não enxerga que o estádio e o ginásio/terreno já estão em risco de penhora pela dívida atual do clube (R$ 207 milhões). A venda da SAF nada mais é do que uma forma de fazer o clube se capitalizar, voltar a ter receita, e voltar a ser competitivo no mercado. O Figueirense atual não tem receita e tem uma dívida gigantesca para o seu tamanho. 

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