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    Saúde pública

    "Estamos em alerta amarelo, mas situação é preocupante", analisa Sociedade Joinvilense de Medicina

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    Loetz
    Por Loetz
    09/07/2020 - 10h21
    Presidente da SJM reconhece dificuldades de implementar lockdown
    Presidente da SJM reconhece dificuldades de implementar lockdown (Foto: Mauro Schlieck, arquivo pessoal)

    A situação da propagação da doença Covid-19 está ficando crítica em Joinville. Com 78% dos leitos  exclusivos de UTIs ocupados no conjunto da rede hospitalar de Joinville e 3.354 casos confirmados até o dia 8. Em Joinville há 91 leitos exclusivos de UTI para atender pacientes com a doença; 83 estão internados e já houve 50 mortes.

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    Diante deste quadro, o presidente da Sociedade Joinvilense de Medicina (SJM) o médico Antônio Garcia, analisa: 

    - A situação é preocupante, mas sob controle. Não é hora de decretar lockdown ainda. Há possibilidade de se aumentar o número de leitos e o poder público requisitar os leitos vagos da rede privada. Estamos no momento de alerta amarelo - resume Garcia.

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    Ele reconhece dificuldades de implementar lockdown, dada a amplitude de tal medida.

    - Conversamos diariamente com o grupo de contingência, que lidera as ações no município, e muito atentos aos fatos.

    A prefeitura entende que não é hora de adotar medida tão radical. Ao menos por enquanto. Nesta quinta-feira, dia 9, o prefeito vai emitir novo decreto, restringindo funcionamento de algumas atividades, mais uma vez.

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    A dimensão do problema social e humanitário - perdas de vida evidentemente são o maior drama em meio à pandemia - é gigantesca. Deve ser vista com a atenção devida. Elevar o número de leitos exige, por óbvio, mais respiradores e equipamentos que custam caro. E, como se tem visto, demoram para chegar.

    O  Sindicato dos Servidores Públicos do município de Joinville (Sinsej) quer a imediata decretação de lockdown na cidade por parte do prefeito Udo Döhler. Os argumentos: 

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    1. os hospitais públicos (São José e Hans Dieter Schmidt) estão com suas unidades de UTIs lotadas ou quase do limite de ocupação.

     2. a testagem ainda é pequena para se saber o real alcance da contaminação e da propagação da doença. 

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    3. persiste o descumprimento de decreto municipal, de junho, que proíbe idosos de circular em ambientes que não sejam estritamente de atividades consideradas essenciais. 

    4. a fiscalização da Vigilância Sanitária  não dá conta de verificar todos os casos, e já houve interdições de estabelecimentos.

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