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Análise

UFSC e a polêmica das verbas federais

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Por Moacir Pereira
08/05/2019 - 08h03 - Atualizada em: 08/05/2019 - 08h50
(Foto: Guto Kuerten/NSC Total)
(Foto: Guto Kuerten/NSC Total)

O anúncio do governo federal de cortes de verbas nas Universidades e instituições federais de ensino acabou provocando um clima de relativo pânico aqui no Estado.

Na Universidade Federal de Santa Catarina, por exemplo, o anúncio veio com a informação exagerada de que no segundo semestre as atividades seriam suspensas. A ameaça soou como chantagem política ou excesso de zelo das autoridades da reitoria.

Esta notícia acabou gerando intranquilidade entre milhares de estudantes e famílias, especialmente, entre os mais pobres e os que estão concluindo os cursos e aguardando com grande expectativa os atos de formatura.

Leia mais: UFSC, que está sob ameaça de corte de recursos, é a 10ª instituição que mais produziu ciência no país

Primeiro, que a Universidade Federal de Santa Catarina não vai fechar em agosto como chegou a ser cogitado. Segundo, como qualquer órgão público, as instituições federais de ensino também estão sujeitas a redução das despesas em época de grave crise financeira como a que vive o Brasil este ano. Precisam é avaliar o que pode e não deve ser reduzido nas despesas. Terceiro, estas instituições também podem capitalizar recursos em projetos com empresas privadas.

Os cursos de engenharia da UFSC, por exemplo, tiveram aprimoramento, equipamentos e recursos, no século passado, com milionários convênios com indústrias catarinenses e de outros Estados. Além disso, como todos sabem, há muito desperdício nas Universidades e instituições federais. 

Na terça-feira (7), na Comissão de Educação do Senado, o ministro da Educação esclareceu que não houve corte mas contingenciamento. Isto significa que as verbas não foram cortadas, mas estão congeladas.

E explicou que se a reforma da previdência for aprovada e o crescimento for retomado, os bloqueios poderão ser revistos.

O que precisa ficar claro é se os cortes atingem também o ensino fundamental e as escolas técnicas na intensidade anunciada.  Estes, sim, precisam ser defendidos, porque  são vitais para o desenvolvimento da nação.

O governo erra na execução linear dos bloqueios, mas as Universidades Federais em particular e as instituições superiores públicas mantidas pela União não formam núcleos isolados, alheios à crise. Além disso, sua gestão sofre críticas constantes da sociedade. 

Ameaças e clima de pânico não resultarão em mais recursos para as universidades. 

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Moacir Pereira

Informações da política catarinense e também sobre os meios empresarial e jurídico. Esta coluna deixou de ser atualizada. Conheça todos os colunistas do NSC Total em: https://www.nsctotal.com.br/

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