A equipe de transição do governo que inicia, uma multidão de gente, deve ter gastado tempo e energia enormes para elaborar um relatório, no qual consta um capítulo com 46 páginas falando sobre o que chamaram de herança perversa deixada pelo governo anterior.

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Entre o desmonte, conforme apontado, na visão daqueles para quem um Estado gigante, que domina e controla tudo, ações como privatizações, não entrega de empresas públicas para partidos políticos, para citar apenas dois exemplos, são caracterizadas como desmonte do Estado. Lamentável, para dizer o mínimo.

Então vejamos alguns números e ações da tal herança perversa, segundo informações do ministro de Minas e Energia do governo anterior, dando conta que, pela primeira vez na história, o Brasil fechou o ano (2022) com inflação menor que a dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Alemanha. O PIB do país, em 2022, foi maior que o da China, dos EUA, que o Reino Unido e da Alemanha. Se isso é uma herança perversa, não sei o que seria então uma boa herança.

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Menos mal que a grande mídia, já um tanto vacinada e precavida, acertadamente, parece não ter dado tanto foco ao tal relatório, verdadeiro dispêndio de tempo e dinheiro. O jornal Estadão publicou na coluna opinião, dia 24, com o título “À imagem e semelhança do PT – Lula e o PT não aprenderam nada, não almejam um novo governo politicamente aberto e plural. Querem tudo para si, descumprindo sua promessa e ignorando as necessidades do país”.

O texto destaca que “não há, portanto, nenhuma novidade na composição que vai se delineando para o terceiro governo de Lula. É o PT sendo o PT. De toda forma, diante das grandes necessidades do país neste momento, não deixa de ser frustrante – reiteradamente frustrante – constatar que Lula e seu partido não entenderam nada, não aprenderam nada, não mudaram nada”.

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Acompanhamos um festival de mentiras protagonizado, não só pelo presidente eleito, mas também por alguns nomes anunciados para o primeiro escalão do governo. Depois de afirmar publicamente que não traria figuras antigas para o novo colegiado, lamentavelmente, vimos o anúncio de vários deles na equipe de governo, o que aparenta uma dificuldade de encontrar bons nomes. Lamentável. Entre os nomes de ministros, alguns mais que enrolados em uma enormidade de processos judiciais… que exemplos! A julgar pelo demonstrado até aqui, acendem-se luzes enormes de advertência para o que pode enveredar o país numa viagem trágica, com retrocessos que nos levarão de volta para um passado que todos os cidadãos de bem querem esquecer e torcem para que nunca mais se repita.

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Vamos comparar a situação econômica e fiscal do Brasil em 2026 e constatar se a herança que o governo que inicia será então, melhor do que a que acaba de receber. Torcer para um bom governo sim, mas sempre com os pés bem firmes no chão.

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