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Antigo dono da Sulfabril contesta perícia que apontou perda de valor das marcas da empresa

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Por Pedro Machado
19/10/2020 - 14h36 - Atualizada em: 19/10/2020 - 14h45
Sulfabril
Atualmente, marca Sulfabril está fora do mercado (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

O ex-presidente da Sulfabril, Gerhard Horst Fritzsche, está questionando na Justiça a perícia que apontou perda de valor das marcas da antiga empresa – entre elas a própria grife Sulfabril. O levantamento, conduzido por um professor da Furb nomeado para o trabalho pela 1ª Vara Cível de Blumenau, onde corre o processo de falência da companhia, apurou que as marcas valem R$ 2,43 milhões. O empresário alega que elas valem R$ 40 milhões.

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Fritzsche interpôs um agravo de instrumento contestando a avaliação e reivindicando que as marcas não sejam vendidas por um valor classificado por ele como “irrisório”. O recurso será julgado pela Primeira Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O relator do caso é o desembargador Luiz Zanelato. Em tese, uma nova tentativa de leilão dos ativos depende de um desfecho deste imbróglio.

O antigo dono da empresa sustenta o pedido em dois pontos. Diz que não participou de todos os atos processuais que resultaram na determinação judicial da nova perícia, o que caracterizaria cerceamento de defesa, e que o valor calculado estaria muito abaixo do que realmente valeriam as marcas da Sulfabril. Ele também defende a legalidade de uma perícia feita em 2012, que apurou o valor de R$ 40 milhões.

“Não se pode admitir que as marcas da referida empresa tenham sofrido tamanha desvalorização no período de oito anos, passando de R$ 40 milhões para apenas R$ 2,43 milhões”, destacou na petição, acrescentando que as marcas só deixaram de ser efetivamente utilizadas em 2018.

Na mais recente análise, o perito Edson Roberto Scharf considerou que a atual falta de vínculo das marcas com uma operação fabril interfere nas projeções de produção, oferta, alcance e faturamento, reduzindo o valor de avaliação. Além disso, fora do mercado, elas tenderiam a ter o reconhecimento minimizado, perdendo espaço para concorrentes.

Na petição, o ex-presidente relata ainda a “existência de perigo de dano irreparável ou de difícil reparação” aos credores da massa falida caso as marcas sejam vendidos por um valor mais baixo e que “o que se busca não é a não venda das marcas, mas sim que elas sejam vendidas pelo valor justo e verdadeiro e não por um valor extremamente baixo”.

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