Ficou para a semana que vem a análise da Câmara de Vereadores de Blumenau sobre o pedido de abertura de cassação do mandato do vereador Almir Vieira (PP). O Legislativo informou em nota, na manhã desta quinta-feira (12), que a votação que vai definir o recebimento ou não da denúncia feita pelo ex-promotor Odair Tramontin (Novo) não estará na pauta da sessão ordinária desta tarde, ao contrário do que chegou a anunciar o presidente da Casa, Ito de Souza (PL), na última terça (10).
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Segundo a Câmara, houve, durante a tramitação interna do pedido, uma manifestação complementar da Procuradoria-Geral da Casa quanto a aspectos procedimentais. Isso demandou uma nova verificação técnica, impossibilitando a inclusão da pauta na sessão desta quinta.
Como na próxima terça-feira (17) será feriado de Carnaval, o assunto só deve ser discutido na outra quinta (19), já com o parecer jurídico completo. Na ocasião, os vereadores vão votar pelo recebimento da denúncia – não ainda pela cassação. Se a denúncia por quebra de decoro parlamentar for aceita, o Conselho de Ética abre um processo para apurar a conduta de Vieira, que chegou a ser preso na última semana em uma operação policial que investiga suposta prática de “rachadinha”, corrupção e lavagem de dinheiro.
O parlamentar foi liberado após audiência de custódia, mas ainda não compareceu a nenhuma das sessões ordinárias da Câmara. Na terça, informou que pegou um atestado médico, segundo o qual estaria impossibilidade de exercer atividade profissional – mas sem informar o motivo. Nesta quinta, Vieira foi afastado do cargo por 180 dias, após decisão da Vara Estadual de Organizações Criminosas. Nesse período, assume em seu lugar o suplente Delegado Marchetti (PP).
Em nota divulgada nesta quinta, após a decisão judicial que o afastou do cargo, Vieira disse que “assim que concluído o trabalho da autoridade policial e garantido o acesso integral ao inquérito, todos os esclarecimentos serão apresentados de forma ampla, transparente e definitiva”.
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O parlamentar também garantiu que não houve qualquer prática ilícita e lamentou o que chamou de “tentativa de construção de narrativa precipitada, com julgamentos antecipados e exploração política de um momento que exige responsabilidade”.

