A espinha dorsal do futuro Distrito de Inovação de Blumenau (DIB) está formada. Em uma apresentação para um salão nobre cheio na segunda-feira (8), a prefeitura listou os sete eixos de atuação do DIB (veja abaixo), mapeou o potencial da iniciativa para acelerar o desenvolvimento da cidade e encaminhou a formação de um grupo de trabalho com representantes do poder público, entidades empresariais e instituições de ensino, que deve se reunir novamente no dia 6 de outubro para começar a desenhar o modelo de governança.

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O DIB até já tem uma “primeira cara”. Uma projeção mostrada na apresentação revelou como seria o “coração” da proposta. Ela inclui o prédio do Centro de Inovação Blumenau (CIB) já existente e a construção de um segundo edifício nos mesmos moldes, logo ao lado. As duas estruturas seriam integradas por um boulevard a ser implantado no terreno entre o CIB e o campus 2 da Furb. O imóvel pertence à universidade e será desapropriado pelo município, como adiantou a coluna.

O desafio agora é fazer o DIB vingar na prática – e se manter com o tempo. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Blumenau, Walfredo Balistieri, levantou um ponto-chave na apresentação: é preciso tornar isso política municipal, e não de governo. O prefeito Egidio Ferrari (PL) tomou a decisão política de priorizar o assunto, amealhando R$ 60 milhões do governo do Estado para tirar o projeto do papel – dinheiro que será usado em desapropriações e na revitalização do antigo Casarão Salinger e parte da Rua São Paulo.

Veja fotos da apresentação

O mais difícil, porém, será fazer o DIB, que é um projeto de médio e longo prazos, “sobreviver” às mudanças de gestão – da prefeitura e das entidades que formam o grupo de trabalho. Sobram exemplos na história recente da cidade de iniciativas criadas com pompa e que não tiveram continuidade, casos do Plano Blumenau 2050. O próprio Plano Municipal de Desenvolvimento Econômico disse pouco até agora na prática.

Por outro lado, há motivos para acreditar que, desta vez, a história pode ser diferente. O DIB será implantado em uma região – uma área entre os bairros Victor Konder e Itoupava Seca – com alguns de seus pilares já bem estabelecidos, casos do próprio Centro de Inovação e dos campi da Furb. Ou seja, não será algo que começará exatamente do zero.

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Proposta do DIB

Na prática, o distrito de inovação funcionará como um grande “laboratório de ideias”. Geograficamente falando, trata-se de uma área territorial que engloba um raio de pouco mais de três quilômetros que vai da Praça dos Músicos até o Senai.

Este espaço poderá ter incentivos fiscais específicos para a instalação de novos negócios, estímulos ao empreendedorismo, à geração de empregos qualificados e à sustentabilidade e mudanças no zoneamento urbano para flexibilizar regras de construção e uso do solo, entre outras medidas.

A ideia é diminuir a burocracia e usar essa área como um laboratório de testes de soluções que podem ser adotadas no restante de Blumenau.

O conceito, porém, vai um pouco além. O DIB também é idealizado para funcionar na prática como uma espécie de bairro inteligente, planejado para que as pessoas não apenas trabalhem e inovem, mas também vivam, estudem e se divirtam com acesso a serviços essenciais em um mesmo território, segundo a proposta da prefeitura.

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Eixos de atuação do Distrito de Inovação de Blumenau

  • Infraestrutura estratégica
  • Qualificação ambiental
  • Desenvolvimento e inclusão social
  • Desenvolvimento econômico
  • Qualificação urbana
  • Cultural
  • Gestão e monitoramento

Quem faz parte do grupo de trabalho do DIB

  • Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Empreendedorismo (Sedec)
  • Procuradoria-Geral do Município (PGM)
  • Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI)
  • Furb
  • UFSC
  • Senai
  • Senac
  • Acib
  • CDL
  • Instituto Gene
  • Blusoft
  • Intersindical
  • OAB
  • Sinduscon

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