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Eleições 2020

Eleitor de Blumenau voltará às urnas sem ter visto confronto direto entre os candidatos a prefeito

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Por Pedro Machado
28/11/2020 - 15h08 - Atualizada em: 28/11/2020 - 17h19
Hildebrandt e Kleinübing
Hildebrandt (E) e Kleinübing disputam preferência do eleitor no próximo domingo (Foto: Patrick Rodrigues)

O eleitor de Blumenau voltará às urnas neste domingo (29) sem ter visto quase nada de confronto direto entre os dois postulantes ao cargo de prefeito da cidade. Ao longo do segundo turno, Mario Hildebrandt (Podemos) e João Paulo Kleinübing (DEM) ficaram frente a frente por apenas uma hora. Foi no debate da ND TV do último sábado (21), que começou mas não acabou.

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Hildebrandt passou mal no segundo bloco do programa, chegou a ser hospitalizado e passou praticamente toda a semana em repouso, seguindo orientações médicas. No início da noite desta sexta-feira (27), a assessoria da campanha informou que o atual prefeito não participaria do encontro promovido pela NSC TV por questões de saúde. Eram os dois únicos debates que ele participaria nesta reta final de campanha.

Com a ausência de Hildebrandt, perde-se a última oportunidade de ver os adversários apresentando ideias e contrapondo o opositor. Faça-se a ressalva de que as propostas de ambos foram amplamente discutidas e analisadas ao longo da campanha, mas na maioria das vezes em entrevistas individuais ou em conversas que envolveram os outros candidatos que participaram do primeiro turno.

No debate direto, ainda mais na TV, a história é diferente: é olho no olho, sem perguntas pré-formuladas e assessores soprando respostas ao pé do ouvido, além do sempre possível fator surpresa, que pode vir a qualquer momento do outro lado. Mesmo que para muitos seja mais do mesmo, sem peso na decisão do voto, o debate televisionado é uma oportunidade de identificar nuances e percepções que a maquiagem das propagandas eleitorais costuma esconder.

Blumenau registrou um recorde de candidaturas na eleição majoritária de 2020. Os 12 proponentes ajudaram a expor diferentes visões, o que é salutar para a democracia. Mas ao mesmo tempo em que tem esse viés positivo, o excesso, neste caso, acabou prejudicando o aprofundamento da discussão de temas relevantes para o presente e para o futuro da cidade. Tudo ficou ainda mais complicado com a pandemia, que restringiu os encontros presenciais.

Esperava-se que, ao limitar a disputa a uma dupla, o segundo turno cumprisse esse papel, e até mesmo escancaresse as diferenças entre dois políticos que já foram parceiros de governo e orbitam em torno do mesmo espectro político. Não foi o que aconteceu.

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Pedro Machado

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Um olhar especializado na economia e nos negócios dos setores pulsantes de Blumenau e região.

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